“O tamborzão não para”
Neste final de semana, o funk vai invadir Juiz de Fora! O Terrazzo será palco de grandes nomes do ritmo no “Baile do Poderoso“. Terá Livinho, G15, Don Juan, Pedrinho, Maneirinho, Davi e DJ Sadall. Só pelas atrações dá para sentir que a noite promete, não é? Mas, a gente quer saber: você conhece a história do funk? O Tá Bombando, desta sexta-feira (28), contará, de uma forma bem rápida, um pouco desse ritmo que conquistou o Brasil e promete colocar todo mundo para dançar neste sábado (29).
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Seja raiz, proibidão, ostentação, pop. Não importa o estilo, quando toca um funk é impossível ficar parado. Até quem não curte o gênero, se rende aos batidões. Mas, o que muita gente não sabe é que um dos ritmos mais badalados dos últimos anos veio dos Estados Unidos.
Sabe como o funk começou?
No Brasil, o funk chegou na década de 70 e começou a se espalhar pelas periferias por meio dos bailes. Com batidas dançantes e alegres, as músicas tinham o objetivo de fazer todo mundo dançar, inclusive com coreografias que, até hoje, são recordadas pelos mais antigos frequentadores das festas.
Foi nessa época que surgiu Fernando Luiz, um jovem que começou a se aventurar como DJ após se identificar com as batidas norte-americanas. Quando chegou a década de 1980, Fernando passou a ser chamado pelo nome artístico, DJ Marlboro. O artista revolucionou o gênero.
Desde então, tudo mudou. Com músicas que traziam uma batida eletrônica e contagiante, além de letras que retratavam a realidade da violência existente nas favelas, o produtor conseguiu introduzir a cultura brasileira no movimento.
O sucesso se espalhou pelas ruas cariocas, ultrapassou fronteiras e tornou-se uma referência nacional no cenário da música. O pancadão e as rimas já eram reconhecidas, assim como os novos artistas. Claudinho e Buchecha, com muita simplicidade nas letras, marcaram época cantando composições que fazem sucesso até hoje, como “Nosso Sonho”, “Só love” e “Quero te encontrar”.
Outra dupla de sucesso é Cidinho e Doca, que teve a música “Rap da Felicidade” utilizada na abertura dos Jogos Olímpicos, com o refrão “Eu só quero é ser feliz” sendo cantado por todo o Maracanã. O single Rap das Armas, trilha sonora do filme “Tropa de Elite”, também foi produzido por eles e conquistou o mundo.
Funk e comunidade
Além dos funks “tranquilos”, as comunidades cariocas também foram inspiração para o segmento conhecido como “proibidão”. Marcado por letras fortes, muitas pessoas vêem essa versão como sinônimo de apologia ao crime e a orgia. Geralmente, essa vertente do ritmo traz muitos palavrões e exaltam a sexualidade.
Com o passar do tempo, o ritmo continua sendo uma das referências musicais, mas passou por um processo de transformação. Não somente na música, mas a mudança chegou no comportamento artístico de cada um dos estilos existentes dentro do funk. Duas vertentes diferentes do ritmo carioca se destacam atualmente.
Funk Ostentação
Com letras que remetem ao luxo e à conquista de sair da favela, o funk ostentação nasceu em São Paulo, descentralizando a vertente carioca e inspirando composições famosas.
Artistas como MC Guimê e MC Tchesko foram precursores desse estilo, conduzidos pelo Kondzilla, a maior produtora de conteúdo audiovisual de música eletrônica de periferia do Brasil e o maior canal do YouTube no país.
Estilo funk pop brasileiro
Outro estilo que vem se destacando cada vez mais é o funk pop brasileiro. Com letras menos pesadas e músicas mais melódicas, deixando de lado o batidão tradicional do funk, os artistas dessa vertente conseguem produzir músicas nas quais a principal referência é a voz.
Cantoras como Anitta e Ludmilla, que surgiram no funk carioca, são exemplos da transformação do funk pop. Ambas trocaram de nome artístico e optaram por seguir outra linha melódica, deixando as letras de cunho sexual de lado e cantando músicas que pudessem ser ouvidas por públicos de todas as idades, emplacando incontáveis sucessos no Brasil.
Funk R&B
Já o músico Gaab, referência da nova geração, surgiu com uma levada R&B dentro das composições no funk pop, destacando mais o potencial vocal. Lançou funks que, por terem uma batida lenta, ganharam versões acústicas, com destaque para “Tem café”.
Para esquentar:
Para entrar no clima do Baile do Poderoso, separamos alguns sucessos das atrações, que com certeza não faltarão na playlist do evento:
[vejatambem]