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	<title>blackface &#8211; Ombrelo</title>
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	<description>Notícias e Entretenimento - Juiz de Fora</description>
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	<title>blackface &#8211; Ombrelo</title>
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		<title>BLACKFACE: o assunto que já passou pela moda, música e até carnaval</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Clara Turchetti]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Feb 2019 03:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Variedades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Afinal, blackface pode ser considerado racismo? &#160; No começo do século 19, nos Estados Unidos, o teatro se deparou com uma nova forma de caracterização. Os atores, que tinham a pele branca, usavam carvão para pintar seus rostos de preto, com exceção dos olhos e boca. Essas partes eram realçadas com tinta vermelha. Um dos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3><em>Afinal, blackface pode ser considerado racismo?</em></h3>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">No começo do século 19, nos Estados Unidos, o teatro se deparou com uma nova forma de caracterização. Os atores, que tinham a pele branca, usavam carvão para pintar seus rostos de preto, com exceção dos olhos e boca. Essas partes eram realçadas com tinta vermelha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos motivos para isso era que os negros não eram permitidos a participarem das peças teatrais, sendo representados de forma caricata. Essa representação ficou popularmente conhecida como <strong>blackface</strong>.</span></p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-27697" style="font-weight: bold;" title="Blackface - Prática comum no século 19, hoje é vista como racismo " src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/blackface-DESTAQUE-300x150.jpg" alt="Blackface - Prática comum no século 19, hoje é vista como racismo " width="862" height="431" /></p>
<h1>BLACKFACE: o assunto que já passou pela moda, música e até carnaval</h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Os atores reforçavam os esteriótipos dos negros, do comportamento e da comunidade afro-americana. Segundo historiadores, o blackface tinha apenas o objetivo de ser engraçado para os ricos brancos donos de escravos, com a única finalidade de ridicularizar os negros, e também imigrantes, como italiano e holandeses. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa época foi criado o personagem Sambo, que é pouco conhecido no Brasil. O personagem tem origem no livro “A História do Pequeno Negro Sambo”, de 1898, da escritora </span><span style="font-weight: 400;">Hellen Bannerman. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história foi absorvida pela cultura americana, como símbolo de malandragem, preguiça e ridicularização. </span><span style="font-weight: 400;">O boneco </span><span style="font-weight: 400;">golliwog, que chegou a ser proibido no Reino Unido, também fez parte dessa cultura.</span></p>
<figure id="attachment_27722" aria-describedby="caption-attachment-27722" style="width: 418px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="wp-image-27722" title="Blackface - Livro “A História do Pequeno Negro Sambo” fez parte desse momento" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/644440795.0.l-241x300.jpg" alt="Blackface - Livro “A História do Pequeno Negro Sambo” fez parte desse momento" width="418" height="520" /><figcaption id="caption-attachment-27722" class="wp-caption-text">Livro “A História do Pequeno Negro Sambo”</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante os anos de 1840 a 1890, esse tipo de performance nos shows era o entretenimento mais popular da América do Norte, se tornando um estilo próprio de manifestação artística dos EUA. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas a partir de 1960, a prática do Blackface começou a declinar à medida que o movimento de direitos civis dos negros começou a crescer no país.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Blaxploitation</strong></h3>
<p>O Blaxploitation foi um gênero do cinema que se popularizou nos anos de 1970, nos Estados Unidos. Na verdade, o Blaxploitation foi mais que um gênero, e sim um movimento social. Foi um cinema feito por negros para negros.</p>
<p>No fim dos anos 60, o movimento Black Power estava dominando os Estados Unidos e o próprio governo estava em busca de políticas que envolvessem o país como um todo.</p>
<p>Junto com isso, os grandes estúdios de cinema estavam em declínio e os grandes favorecidos foram os pequenos produtores, que começaram a inovar a produção.</p>
<p>Os produtores, que em sua grande maioria, eram negros, além de não se sentirem representados no cinema, eles perceberam que a produção de filmes voltados para a população negra tinha muito potencial.</p>
<p>Com isso, eles resolveram fazer filmes que eram: escritos, produzidos e estrelados, principalmente, por negros. E o mais legal: a trilha sonora continha soul, funk americano e black music.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>O primeiro filme do Blaxploitation</strong></h4>
<p>O primeiro título que fez parte do Blaxpoitation foi &#8220;Sweet Sweetback&#8217;s Baadasssss Song&#8221;, escrito, produzido, dirigido e estrelado por Melvin Van Peebles. Segundo contam, Melvin também editou e cuidou da trilha sonora do filme.</p>
<p>Hollywood também se rendeu e produziu o filme Shaft, de 1971. A produção foi um sucesso de bilheteria e público, mostrando para as grandes produtoras que o público negro queria ser representado nas telas de cinema.</p>
<p>Depois desse grande sucesso, os produtores começaram a gravar diversos sucessos do cinema estrelados por negros. Desse movimento, surgiram: Blacula (1972), The Black Goodfather (1974), King George (1973), além do musical &#8220;O Mágico Inesquecível&#8221;, de 1978, que foi inspirado em &#8220;O Mágico de OZ&#8221;, porém sendo todos os atores negros.</p>
<p><iframe title="Sweet Sweetback&#039;s Baadasssss Song (1971) - Trailer" width="600" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/h6igNakNn_Q?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Blackface no cinema</b></h3>
<p>O filme &#8220;A Cabana do Pai Tomás&#8221;, de 1903, é um dos primeiros registros do uso do blackface no cinema. Na produção, todos os personagens importantes eram interpretados por atores brancos, mas representando negros, pintando o rosto e o corpo de preto.</p>
<p>Um outro filme que utilizou a blackface foi &#8220;O Nascimento de uma Nação&#8221;, de 1915. A produção contou com atores brancos com os rostos pintados de tinta preta para representar os personagens negros.</p>
<p>A história se passa após o fim da Guerra Civil norte-americana, sendo que os negros representavam os vilões, tomando o poder, fraudando e aprovando, o que seria absurdo na época, o casamento inter-racial. No fim, o mocinho é o homem criador da <a href="https://www.ombrelo.com.br/variedades/ku-klux-klan-entenda-a-historia-do-maior-grupo-racista-dos-estados-unidos/" target="_blank" rel="noopener">Klu Klux Klan</a>.</p>
<figure id="attachment_27724" aria-describedby="caption-attachment-27724" style="width: 847px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="wp-image-27724" title="Blackface - Filme &quot;O Nascimento de Uma Nação&quot;" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/the_birth_of_a_nation_still-300x169.jpg" alt="Blackface - Filme &quot;O Nascimento de Uma Nação&quot;" width="847" height="476" /><figcaption id="caption-attachment-27724" class="wp-caption-text">Filme &#8220;O Nascimento de Uma Nação&#8221;</figcaption></figure>
<p>O primeiro filme sonoro foi &#8220;O Cantor de Jazz&#8221;, de 1927, e nele havia também blackface. O ator Al Jolson passa boa parte da história fantasiado de negro. <img loading="lazy" class="alignnone wp-image-27725" title="Blackface - Filme &quot;O Cantor de Jazz&quot;, de 1927" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/o-cantor-de-jazz-plano-critico-musica-filme-1927-600x400-300x200.jpg" alt="Blackface - Filme &quot;O Cantor de Jazz&quot;, de 1927" width="902" height="601" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Blackface na televisão</b></h3>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>A Feiticeira</strong></h4>
<p>Em 1970, o programa de TV &#8220;A Feiticeira&#8221; pintou os rostos dos atores para condenar o racismo. Na época, o blackface era combatido pelo blaxploitation e o programa exibiu um episódio com uma história comovente, idealizado por alunos da periferia de Los Angeles.</p>
<p>O capítulo recebeu um prêmio no Emmy do ano seguinte e é o preferido de Elizabeth Montgomery, a protagonista. <img loading="lazy" class="alignnone wp-image-27723" title="Blackface - Programa &quot;A Feiticeira&quot; usou a prática para pregar contra o racismo" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/bewitched-elizabeth-montgomery-feiticeira-negra_free_big_fixed_large-300x142.jpg" alt="Blackface - Programa &quot;A Feiticeira&quot; usou a prática para pregar contra o racismo" width="965" height="457" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Blackface na moda</b></h3>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>Katy Perry Collections</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">A cantora Katy Perry tem uma linha de sapatos e bolsas, a </span><span style="font-weight: 400;">Katy Perry Collections. Em fevereiro de 2019, a cantora foi acusada de produzir um modelo de sapato que reproduzia a blackface. Katy e a equipe da empresa Global Brands Group tirou a linha do ar e em seguida, a cantora disse: “Nossa intenção nunca foi infligir qualquer dor”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sapato em questão, possui olhos azuis, nariz e lábios vermelhos para criar uma representação facial. Segundo a cantora em uma entrevista à revista People, a linha “The Rue and The Ora”, fazia parte de uma coleção que foi lançada no último verão em nove cores diferentes (preto, azul, ouro, grafite, chumbo, nude, rosa, vermelho e prata). Ele foi concebido como um aceno para a arte moderna e o surrealismo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No comunicado, a cantora disse: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Fiquei triste quando me chamou a atenção que estava sendo comparado a imagens dolorosas que lembram blackface. Nossa intenção nunca foi infligir qualquer dor. Nós os removemos imediatamente do site</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-27699" title="Blackface - Katy Perry Collections foi acusada de fazer sapatos utilizando blackface" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/katy-perry-sapatos-750x500-300x200.jpg" alt="Blackface - Katy Perry Collections foi acusada de fazer sapatos utilizando blackface" width="915" height="610" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>A blusa de gola alta da Gucci </b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">A marca italiana Gucci vem sendo acusada de racismo desde o lançamento de uma blusa de gola alta, comercializada para o inverno do hemisfério norte. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O produto é uma blusa na cor preta, com a gola decorada com uma fenda vermelha, cobrindo parte do rosto e reproduzindo uma grande boca vermelha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O motivo da polêmica foi justamente a fenda vermelha, aumentando o tamanho da boca, deixando-a mais carnuda. Os internautas perceberam na peça uma referência ao blackface.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O fato tomou maiores proporções quando o rapper 50 cent postou em sua conta no Instagram um vídeo queimando uma camisa da marca. Ele também afirmou que não apoia mais a marca. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O rapper T. I. </span><span style="font-weight: 400;">também falou sobre a questão: “Como um cliente que consome sete dígitos e um apoiador de longa data da sua marca, eu devo dizer: vocês fod***m com a gente. Desculpas não aceitas. Nós não iremos aceitar esse ‘ops, foi mal, não era nossa intenção ser racista’”, escreveu T.I. no Instagram.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o também rapper Soulja Boy, que possuía uma tatuagem do logo da marca em sua testa, afirmou que começou a remoção da tatuagem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Gucci informou que a blusa era inspirada em máscaras de esqui vintage, mas como a repercussão foi grande, a marca não demorou para tirar o produto do ar, que custava cerca de </span><span style="font-weight: 400;">US$ 890.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em comunicado pelo Twitter, a marca disse: “Gucci pede desculpas pela ofensa causada por este suéter. Confirmamos que o produto foi imediatamente retirado de </span><span style="font-weight: 400;">todas as nossas lojas e do nosso site online&#8221;.</span><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-27700" title="Blackface - Marca italiana Gucci teve que retirar um produto do ar por causa de blackface" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/gucci-balaclava-300x211.jpg" alt="Blackface - Marca italiana Gucci teve que retirar um produto do ar por causa de blackface" width="958" height="674" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>O chaveiro da Prada</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">No final de 2018, a também italiana Prada, lançou o personagem Otto Toto, da coleção Pradamalia. A marca foi acusada de blackface, pois o chaveiro, aparentemente inspirado na figura de um macaco, é marrom e tem grandes lábios vermelhos, o que representaria um estereótipo racista. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em comunicado, a marca disse que a semelhança dos produtos ao blackface não foi intencional e recolheram os produtos. “</span><span style="font-weight: 400;">De agora em diante, nós juramos melhorar nosso treinamento em diversidade e vamos imediatamente formar um conselho consultivo para guiar nossos esforços de diversidade, inclusão e cultura”.</span></p>
<p>Em resposta as ações das marcas Prada e Gucci, o diretor Spike Lee afirmou que não vai mais usar produtos das marcas até que elas contratem mais designers negros.</p>
<p>Pelo seu Instagram, Lee escreveu: &#8220;É óbvio para as pessoas que elas não têm ideia em relação a imagens racistas e blackface. Acordem. As grifes precisam de profissionais negros dentro do escritório quando essas coisas acontecem&#8221;, disse.</p>
<p>O diretor ganhou destaque na mídia ao defender os direitos e contar sobre a história de racismo, como no filme &#8220;Bamboozled&#8221;, traduzido como &#8220;A Hora do Show&#8221; e também Infiltrado na Klan. <img loading="lazy" class="alignnone wp-image-27701" title="Blackface - Marca italiana Prada teve que retirar um produto do ar por causa de blackface" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/prada-para-de-vender-chaveiro-de-macaco-tido-como-racista-meio-mensagem-300x157.jpg" alt="Blackface - Marca italiana Prada teve que retirar um produto do ar por causa de blackface" width="910" height="476" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>A Vogue com Gigi Hadid</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Eita que a Itália está dando o que falar. A Vogue italiana, em março de 2018, recebeu críticas quando a edição do mês, com a capa estrelada pela modelo americana Gigi Hadid, chegou nas bancas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A polêmica foi o tom da pele de Gigi, pois estava mais escura que o normal. Muitos internautas questionaram a revista, pois se a ideia era ter uma pessoa com a pele escura na capa, teria sido melhor escalar uma modelo negra para isso.</span><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-27702" title="Blackface - Vogue Itália usou blackface em modelo Gigi Hadid" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/BeFunky-Collage-300x150.jpg" alt="Blackface - Vogue Itália usou blackface em modelo Gigi Hadid" width="862" height="431" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Blackface na música</b></h3>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>Mariano e Michel Teló</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2015, uma “corrente” no Instagram envolveu o cantor Michel Teló e Mariano, da dupla Munhóz e Mariano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os cantores aparecem com metade do rosto pintado com tinta preta. Na legenda de Teló estava escrito: “</span><span style="font-weight: 400;">Contra todo e qualquer tipo de preconceito. Linda iniciativa do meu amigo Charles, tamo junto, companheiro! Convido meus companheiros Belutti, Fernando e minha gatinha Taís Fersoza a entrarem nessa corrente do bem comigo. Por um mundo mais igual&#8221;.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas logo após se acusado de blackface, o cantor apagou a publicação e escreveu: “Gostaria de me desculpar pelo ocorrido com a foto postada ontem em meu Instagram. Foi um infeliz mal entendido. A ideia, a causa e a intenção eu mantenho aqui, porque foram de coração. Sou contra todo o qualquer tipo de preconceito, seja racial, sexual, social e religioso”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já Mariano, também apagou a foto e em seguida, escreveu: “Peço desculpas se ofendi alguém no post anterior com a campanha contra o racismo, não sabia desse tal de #BlackFace, postei com a melhor intenção possível assim como a campanha foi criada”.</span><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-27703" title="Blackface - Cantores Michel Teló e Mariano postaram fotos usando blackface para campanha contra racismo" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/mariano-e-michel-telo-300x146.jpg" alt="Blackface - Cantores Michel Teló e Mariano postaram fotos usando blackface para campanha contra racismo" width="871" height="424" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>Daniela Mercury no trio elétrico</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Em fevereiro de 2017, Daniela Mercury subiu em seu trio elétrico em Salvador, fantasiada (do que chamou) de Deusa de Ébano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sua pele estava mais escura e ela usava uma peruca crespa com um penteado black power. A cantora porém, afirmou em seu Instagram que a fantasia era, também, homenagem à cantora Elza Soares. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitos comentários acusaram a cantora de fazer uma caricatura, ao invés de exaltar, ela pode desumanizar a pessoa negra, que não pode ser tratada como uma fantasia de carnaval. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outros internautas questionaram a homenagem. Já que era para Elza Soares, porque não levar a própria para o trio ou até convidar uma mulher negra, ao invés de Daniela se vestir como tal?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2007, a cantora também foi acusada de Blackface, quando se vestiu de Nêga Maluca para a inauguração do camarote que lavava seu nome no Circuito Barra-Ondina. A Nêga Maluca é uma caricatura grosseira da mulher negra, popular no carnaval, e que vem sendo combatida por movimentos negros e de mulheres negras.</span><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-27704" title="Blackface - Cantora Daniela Mercury foi acusada de cometer blackface" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/5c33ab292200003909df1e6a-300x150.jpeg" alt="Blackface - Cantora Daniela Mercury foi acusada de cometer blackface" width="890" height="445" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Blackface no carnaval</b></h3>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>Bateria da Salgueiro</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o carnaval de 2018, o desfile da Salgueiro trouxe sua bateria caracterizada de blackface. Muitas pessoas questionaram a escola, alegando que, se era para representar negros, por que não colocar integrantes negros na bateria?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O coreógrafo da escola, Hélio Bejani, disse, em entrevista ao jornal O Globo, que possui liberdade poética para fazer “blackface” e também precisavam de pessoas com “feições mais escuras”, já que o enredo era o afro histórico). Por essas razões, a escola decidiu pintar os integrantes, já que seria necessário atingir o tom certo.</span><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-27705" title="Blackface - Escola de Samba Salgueiro foi acusada de cometer blackface" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/salgueiro-300x197.jpg" alt="Blackface - Escola de Samba Salgueiro foi acusada de cometer blackface" width="883" height="580" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>Bloco Domésticas de Luxo</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Há 61 anos, em Juiz de Fora, Minas Gerais, foi criada a </span><span style="font-weight: 400;">Associação Recreativa e Comunitária Domésticas de Luxo. O grupo que é constituído, em sua maioria de homens brancos, se fantasia com malhas, luvas e tintas pretas, perucas, olhos e bocas destacados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O grupo, que virou Bloco, começou a receber críticas em meados de 2015, a respeito do possível racismo e blackface realizados com a fantasia. As acusações se agravaram em 2018, quando o grupo desfilou com protestos e cartazes contra o ato. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já para o carnaval de 2019, alguns grupos da cidade ficaram contra o desfile, alegando que a prática e a fantasia era blackface, desrespeitando as mulheres negras. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O grupo Domésticas de Luxo, para evitar qualquer problema futuro e para não haver confusões durante o bloco, decidiu, junto com a Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage da Prefeitura de Juiz de Fora, responsável pela cultura da cidade, representada pelo superintendente </span><span style="font-weight: 400;">José Américo Mancini, com a Comissão de Igualdade Racial da OAB/JF, representada pelo presidente Alexander Jorge Pires e a </span><span style="font-weight: 400;">Associação Recreativa e Comunitária Domésticas de Luxo, representada pelo presidente Valdir Alves, que em 2019 o grupo não vai adotar as fantasia clássica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A nova proposta envolve temas anuais e para esse ano, o escolhido é Circo. Os integrantes então, vão sair na rua sem os itens pretos, como malha, luva e tinta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com o presidente da Comissão de Igualdade Racial da OAB/JF, a fantasia usada há mais de 60 anos, não tinha características de racismo e preconceito. O presidente da Domésticas de Luxo informou que o grupo também não possui essa ideologia, mas que acreditam que a mudança será boa para a cidade, grupo e integrantes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O superintendente da Funalfa disse que o grupo faz parte da história cultural da cidade e acredita que a mudança vai beneficiar muitas pessoas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os integrantes do grupo tiveram que assinar um termo em que concordam com a nova postura do bloco, com a não distribuição da malha e das luvas (que eram disponibilizadas pelo Domésticas de Luxo &#8211; a tinta já não era distribuída por eles) e que assumem a responsabilidade da fantasia que será usada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O presidente do grupo não informou se vai haver uma punição a quem desrespeitar o novo acordo firmado entre o Domésticas de Luxo, Funalfa e OAB/JF.</span></p>
<figure id="attachment_27706" aria-describedby="caption-attachment-27706" style="width: 938px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="wp-image-27706" title="Blackface - Fantasias de grupo Domésticas de Luxo teve que ser revista " src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/OLAVO-PRAZERES-300x199.jpg" alt="Blackface - Fantasias de grupo Domésticas de Luxo teve que ser revista " width="938" height="622" /><figcaption id="caption-attachment-27706" class="wp-caption-text">Foto: Olavo Prazeres</figcaption></figure>
<figure id="attachment_27707" aria-describedby="caption-attachment-27707" style="width: 903px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="wp-image-27707" title="Blackface - Fantasias de grupo Domésticas de Luxo teve que ser revista " src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Foto-Olavo-Prazeres-300x178.jpg" alt="Blackface - Fantasias de grupo Domésticas de Luxo teve que ser revista " width="903" height="536" /><figcaption id="caption-attachment-27707" class="wp-caption-text">Foto: Olavo Prazeres</figcaption></figure>
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<h3><strong><em>Respondendo a pergunta: Afinal, blackface pode ser considerado racismo?</em></strong></h3>
<p>Sim, a prática do <em>blackface</em> pode ser considerada racismo, pois evidencia os esteriótipos dos negros, pode ser considerado uma forma de exclusão dos mesmos, já que tira o espaço deles em filmes, programas e participações, quando pintam o rosto de alguém.</p>
<p>Como explica Rebeca Campos Ferreira, doutoranda em Antropologia pela Universidade de São Paulo (USP) e Perita em Antropologia, Ministério Público Federal &#8211; MPF / RO, o blackface é uma forma de opressão que longe de ser humor, é uma forma racista que, se hoje é mais sutil, não é menos ofensivo. É mais um mecanismo de discriminação. &#8220;As linhas entre a arte e o racismo, o humor, a liberdade de expressão e o preconceito são, de fato, bastante tênues. Mas não se pode ignorar que essas performances do blackface desempenharam papel importante em consolidar e proliferar imagens, atitudes e percepções racistas no mundo e não deveriam encontrar adeptos hoje em dia&#8221;, explica Rebeca.</p>
<p>Assim como Rebeca, historiadores, pesquisadores e ativistas do movimento negro consideram o blackface uma prática racista.</p>
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<h3><strong>Racismo é crime!</strong></h3>
<p>Segundo o artigo 140 do parágrafo 3 do Código Penal Brasileiro, ofender a honra de qualquer pessoa com a utilização de elementos referentes à raça, cor, etnia, religião ou origem pode resultar em ação penal por injúria racial.</p>
<p>Racismo é crime previsto pela Lei 7.716/89 e deve sempre ser denunciado. Para denunciar a prática de racismo, é possível prestar queixa nas delegacias comuns e especializadas em crimes raciais, como a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância. Pode também usar o disque-denúncias específicos para o crime de racismo.</p>
<p>Já para os crimes de racismo em redes sociais ou sites, é possível comunicar as autoridades diretamente pela rede.</p>
<p>Pode ser denunciado pelos endereços:</p>
<p>Endereços para o envio de denúncias:<br />
<a href="http://new.safernet.org.br/denuncie" target="_blank" rel="nofollow nofollow noopener">http://new.safernet.org.br/denuncie</a><br />
<a href="http://cidadao.mpf.mp.br/" target="_blank" rel="nofollow nofollow noopener">http://cidadao.mpf.mp.br/</a></p>
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