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	<title>porte de armas &#8211; Ombrelo</title>
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	<description>Notícias e Entretenimento - Juiz de Fora</description>
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		<title>Porte de Arma: novo decreto do presidente divide o governo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Clara Turchetti]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 May 2019 03:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Porte de arma assinado em novo decreto gera burburinho  Uma das primeiras atitudes de Jair Bolsonaro quando assumiu a presidência do Brasil foi facilitar a posse de arma. A promessa, que foi um dos principais motivos pelo qual o presidente foi eleito, já dividia o país ainda na época de campanha, e após o decreto, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3><em>Porte de arma assinado em novo decreto gera burburinho </em></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das primeiras atitudes de Jair Bolsonaro quando assumiu a presidência do Brasil foi facilitar a posse de arma. A promessa, que foi um dos principais motivos pelo qual o presidente foi eleito, já dividia o país ainda na época de campanha, e após o decreto, os favoráveis defendem com unha e carne que a posse de arma é positiva.</span><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-28791" title="Porte de Arma: novo decreto do presidente divide o governo" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/7mai2019-presidente-jair-bolsonaro-cercado-por-parlamentares-durante-cerimonia-de-assinatura-do-decreto-que-flexibiliza-possa-porte-e-comercializacao-de-armas-de-fogo-por-colecionadores-atiradores-1-300x169.jpg" alt="Porte de Arma: novo decreto do presidente divide o governo" width="889" height="501" /></p>
<h1>Porte de Arma: novo decreto do presidente divide o governo</h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Em maio do mesmo ano, Jair Bolsonaro apresentou um novo decreto, dessa vez facilitando o porte de arma para um conjunto de profissões. Advogados, caminhoneiros, políticos eleitos &#8211; do presidente da República até os vereadores &#8211; oficial de justiça, colecionador ou caçador com certificado, dono de loja de arma ou escola de tiro, residente de área rural, agente de trânsito, conselheiro tutelar, jornalista de cobertura policial, instrutor de tiro ou armeiro, colecionador ou caçador, agente público da área de segurança pública &#8211; mesmo que inativo. Essas categorias podem levar suas armas para fora de casa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o decreto também altera as regras sobre importação de armas e sobre o número de cartuchos que podem ser adquiridos por ano &#8211; que passam de 50 para 1 mil em caso de armas de uso restrito e 5 mil, nas de uso permitido. Um outro tópico foi a mudança nas armas permitidas. Algumas eram de uso privativo de forças de segurança, como a pistola 9 mm, que só podia ser usada por Exército, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, e o revólver calibre .40, utilizada por policiais civis e militares.</span></p>
<figure id="attachment_28796" aria-describedby="caption-attachment-28796" style="width: 889px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="wp-image-28796" title="Porte de Arma: novo decreto do presidente divide o governo" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/armas-1-permitidas-292x300.png" alt="Porte de Arma: novo decreto do presidente divide o governo" width="889" height="913" /><figcaption id="caption-attachment-28796" class="wp-caption-text">Armas liberadas &#8211; Imagem retirada do site G1</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Também por meio do decreto, agora os menores podem fazer aulas de tiro apenas com uma autorização dos responsáveis legais pelo menor e que o curso seja em local autorizado pelo Comando do Exército, sendo que antes era necessária uma autorização judicial. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A validade para renovação da posse e do porte de arma foi alterada no primeiro decreto, relativo à posse, sendo assim, ambos passam a ter prazo de 10 anos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com um levantamento preliminar do Instituto Sou da Paz, cerca de 19,1 milhões de pessoas poderão, após o decreto, ter acesso a armas de forma legal no Brasil. Lembrando que, assim como no decreto para posse de arma, há especificidades que as pessoas precisam possuir para ter o direito. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Porte de arma aumenta ações da Taurus</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O decreto de Jair Bolsonaro também facilita o registro, a venda e a importação de armas, tornando-a liberada. A indústria brasileira, mesmo com a liberação da importação, ficou satisfeita, pois prevê aumento nas vendas no Brasil. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O presidente da Forjas Taurus, empresa brasileira que produz armas, Salesio Nuhs, afirmou que esse é um grande momento para o segmento no Brasil. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Óbvio que estamos comemorando, porque nos preparamos durante muito tempo para atender uma flexibilização no mercado</span></i><span style="font-weight: 400;">”, afirmou. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nuhs também afirmou que a empresa não conseguia diversos modelos de armas, e até linhas completas de produtos, pois eram proibidas. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Há uma demanda reprimida que podemos atender de imediato. Qualquer que seja o percentual &#8211; de aumento nas vendas -, temos a condição de atender de imediato</span></i><span style="font-weight: 400;">”, explica o presidente da Taurus. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com o portal G1, a fábrica da Taurus no Rio Grande do Sul produz 4 mil unidades por dia. Já na sede dos Estados Unidos, a produção, que era de 400 mil armas por ano, está dobrando de capacidade. No dia em que Jair Bolsonaro sancionou o decreto, dia 08 de maio, as ações da Taurus dispararam na Bovespa, com alta de 23,51%.</span><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-28792" title="Porte de Arma: novo decreto do presidente divide o governo" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/AÇÕES-TAURUS-300x244.png" alt="Porte de Arma: novo decreto do presidente divide o governo" width="997" height="811" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas de acordo com o portal Moneytimes, as ações da empresa despencaram no dia 15 de maio, após notícias de que o Ministério Público Federal (MPF) busca a suspensão do decreto, porém vamos falar sobre isso depois. </span><span style="font-weight: 400;">Segundo o portal, os papéis ordinários (FJTA3) recuaram 5,85%, a R$ 3,54 e os preferenciais (FJTA4) despencaram 6,72%, a R$ 3,74.</span><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-28793" title="Porte de Arma: novo decreto do presidente divide o governo" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/AÇÕES-TAUROS-ANO-300x241.png" alt="Porte de Arma: novo decreto do presidente divide o governo" width="890" height="715" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Michel Temer vetou projeto</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2017, quando ainda era presidente, Michel Temer vetou o projeto que autorizava o uso de armas por agentes de trânsito. A proposta foi aprovada um mês antes pelo Congresso Nacional, mas vetada por Temer, segundo orientações do Ministério da Justiça. </span><span style="font-weight: 400;">&#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Os agentes aos quais o projeto pretende autorizar aquele porte não exercem atividade de segurança pública e, no caso de risco específico, há possibilidade de se requisitar a força policial para auxílio em seu trabalho</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;, disse o ministério na época.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Os apoiadores do decreto que facilita o porte de arma</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O coronel da reserva do Exército Carlos Vella, que é instrutor de tiro, acredita que o decreto seja positivo. “</span><i><span style="font-weight: 400;">As armas que eram restritas agora são permitidas, foi aumentando o acesso de armas de maior potência às pessoas de bem. A bandidagem usa fuzil, faz pirotecnia. Não é porque o acesso é permitido, que as pessoas vão sair comprando</span></i><span style="font-weight: 400;">”, explica o oficial. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com Carlos Vella, para se ter posse e porte de arma, é preciso equilíbrio emocional, fazer um bom curso de tiro, aprender corretamente. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Até porque, em um tiroteio, você terá responsabilidades de não acertar em uma pessoa inocente</span></i><span style="font-weight: 400;">”, diz.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Selesio Nuhs, presidente da Taurus, acredita que não haverá risco em função do maior acesso a população a armas de maior calibre. &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">O calibre não é o mais importante. O mais importante é a responsabilidade que a pessoa tem a se armar, os atos e as consequências que ela tem devido àquela arma. Eu acho uma bobagem tremenda quando falam que quanto mais armas, mais crimes</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;, afirma o presidente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um outro argumento de defesa de Nuhs é que o bandido, antes, tinha certeza de que as pessoas não possuíam armas. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Agora, eles também têm esta dúvida, se a pessoa comprou ou não. E a dúvida beneficia o cidadão</span></i><span style="font-weight: 400;">.&#8221;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jair Bolsonaro compartilhou o anúncio do decreto em seu Twitter, explicando os motivos da ação.</span> <img loading="lazy" class="alignnone wp-image-28795" title="Porte de Arma: novo decreto do presidente divide o governo" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/BOLSONARO-ARMAS-1-300x236.png" alt="Porte de Arma: novo decreto do presidente divide o governo" width="861" height="677" /></p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-28794" title="Porte de Arma: novo decreto do presidente divide o governo" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/bolsonaro-2-300x175.png" alt="Porte de Arma: novo decreto do presidente divide o governo" width="917" height="535" /></p>
<p>Além disso, o decreto autoriza menores a partir de 14 anos a praticarem tiro esportivo, com autorização dos dois responsáveis.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, ele informou, em um evento no Rio de Janeiro, sobre os motivos do decreto. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu não posso ir além da lei. Tudo que puder ser concedido por decreto nós vamos fazer, até porque estamos cumprindo dessa forma uma manifestação de opinião efetivada em 2005 com o plebiscito, quando a população foi às urnas decidir sobre o direito à legítima defesa</span></i><span style="font-weight: 400;">”, disse Bolsonaro. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Os contrários ao decreto </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitas pessoas e órgão se manifestaram contrários ao decreto, como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Segundo ele, “</span><i><span style="font-weight: 400;">a medida é claramente uma tentativa de driblar o Estatuto do Desarmamento e ignora estudos e evidências que demonstram a ineficiência de se armar civis para tentar coibir a violência em todos os níveis</span></i><span style="font-weight: 400;">”, explica o órgão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O coronel José Vicente da Silva Filho, que atuou como secretário Nacional de Segurança Pública no governo de Fernando Henrique Cardoso, também é contra o decreto. “</span><i><span style="font-weight: 400;">As pessoas terão acesso a praticamente todas as armas portáteis em caráter geral, inclusive as de calibre mais elevado que as polícias usam, como .40. As pessoas vão ter armas, inclusive, que as polícias não têm</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O coronel ainda afirma que a população ainda pode sofrer com roubo das armas. “</span><i><span style="font-weight: 400;">O risco é grande de essas armas serem roubadas, levadas. Além disso, vai morrer muito mais gente</span></i><span style="font-weight: 400;">”. José Vicente prevê que a venda em massa de arma deve gerar, a curto prazo, um aumento de até 20% no número de mortes no país. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O coronel ainda destaca que a quantidade de munições autorizadas também merece atenção. “Os policiais, em treinamento, dão 200 tiros por ano. É muita munição e muita arma. Estamos nos preparando para uma guerra”, afirmou José Vicente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Instituto Sou da Paz, representado por Bruno Langeani, diz que o decreto de Bolsonaro, na prática, libera o porte de armas para as categorias citadas no texto, o que dribla a limitação imposta na lei do Estatuto do Desarmamento. “</span><i><span style="font-weight: 400;">O presidente está legislando por decreto. Há projetos de lei em tramitação no Congresso para dar porte de armas para agente socioeducativo, oficial de Justiça&#8230; Se esses projetos estão lá e não foram aprovados, como pode o presidente, por decreto, passando por cima do Congresso, conceder porte de armas para essas categorias?</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;, pergunta Bruno.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Instituto também afirma que há “</span><i><span style="font-weight: 400;">enorme potencial de piorar a já grave situação da segurança pública no país” </span></i><span style="font-weight: 400;">e</span> <span style="font-weight: 400;">diz que a ampliação do porte de armas para diversas categoriais ocorre </span><i><span style="font-weight: 400;">“arbitrariamente</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dia após o decreto ser anunciado, os deputados da bancada evangélica da Câmara começaram um movimento de articulação para derrubar o texto. A questão das armas é uma das principais discordâncias dos religiosos no Legislativos em relação ao presidente.</span></p>
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<div style="display:block; height:50px; margin:0 auto 12px; width:50px;"><svg width="50px" height="50px" viewBox="0 0 60 60" version="1.1" xmlns="https://www.w3.org/2000/svg" xmlns:xlink="https://www.w3.org/1999/xlink"><g stroke="none" stroke-width="1" fill="none" fill-rule="evenodd"><g transform="translate(-511.000000, -20.000000)" fill="#000000"><g><path d="M556.869,30.41 C554.814,30.41 553.148,32.076 553.148,34.131 C553.148,36.186 554.814,37.852 556.869,37.852 C558.924,37.852 560.59,36.186 560.59,34.131 C560.59,32.076 558.924,30.41 556.869,30.41 M541,60.657 C535.114,60.657 530.342,55.887 530.342,50 C530.342,44.114 535.114,39.342 541,39.342 C546.887,39.342 551.658,44.114 551.658,50 C551.658,55.887 546.887,60.657 541,60.657 M541,33.886 C532.1,33.886 524.886,41.1 524.886,50 C524.886,58.899 532.1,66.113 541,66.113 C549.9,66.113 557.115,58.899 557.115,50 C557.115,41.1 549.9,33.886 541,33.886 M565.378,62.101 C565.244,65.022 564.756,66.606 564.346,67.663 C563.803,69.06 563.154,70.057 562.106,71.106 C561.058,72.155 560.06,72.803 558.662,73.347 C557.607,73.757 556.021,74.244 553.102,74.378 C549.944,74.521 548.997,74.552 541,74.552 C533.003,74.552 532.056,74.521 528.898,74.378 C525.979,74.244 524.393,73.757 523.338,73.347 C521.94,72.803 520.942,72.155 519.894,71.106 C518.846,70.057 518.197,69.06 517.654,67.663 C517.244,66.606 516.755,65.022 516.623,62.101 C516.479,58.943 516.448,57.996 516.448,50 C516.448,42.003 516.479,41.056 516.623,37.899 C516.755,34.978 517.244,33.391 517.654,32.338 C518.197,30.938 518.846,29.942 519.894,28.894 C520.942,27.846 521.94,27.196 523.338,26.654 C524.393,26.244 525.979,25.756 528.898,25.623 C532.057,25.479 533.004,25.448 541,25.448 C548.997,25.448 549.943,25.479 553.102,25.623 C556.021,25.756 557.607,26.244 558.662,26.654 C560.06,27.196 561.058,27.846 562.106,28.894 C563.154,29.942 563.803,30.938 564.346,32.338 C564.756,33.391 565.244,34.978 565.378,37.899 C565.522,41.056 565.552,42.003 565.552,50 C565.552,57.996 565.522,58.943 565.378,62.101 M570.82,37.631 C570.674,34.438 570.167,32.258 569.425,30.349 C568.659,28.377 567.633,26.702 565.965,25.035 C564.297,23.368 562.623,22.342 560.652,21.575 C558.743,20.834 556.562,20.326 553.369,20.18 C550.169,20.033 549.148,20 541,20 C532.853,20 531.831,20.033 528.631,20.18 C525.438,20.326 523.257,20.834 521.349,21.575 C519.376,22.342 517.703,23.368 516.035,25.035 C514.368,26.702 513.342,28.377 512.574,30.349 C511.834,32.258 511.326,34.438 511.181,37.631 C511.035,40.831 511,41.851 511,50 C511,58.147 511.035,59.17 511.181,62.369 C511.326,65.562 511.834,67.743 512.574,69.651 C513.342,71.625 514.368,73.296 516.035,74.965 C517.703,76.634 519.376,77.658 521.349,78.425 C523.257,79.167 525.438,79.673 528.631,79.82 C531.831,79.965 532.853,80.001 541,80.001 C549.148,80.001 550.169,79.965 553.369,79.82 C556.562,79.673 558.743,79.167 560.652,78.425 C562.623,77.658 564.297,76.634 565.965,74.965 C567.633,73.296 568.659,71.625 569.425,69.651 C570.167,67.743 570.674,65.562 570.82,62.369 C570.966,59.17 571,58.147 571,50 C571,41.851 570.966,40.831 570.82,37.631"></path></g></g></g></svg></div>
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<p></a> </p>
<p style=" margin:8px 0 0 0; padding:0 4px;"> <a href="https://www.instagram.com/p/BxLRKwYnb-H/" style=" color:#000; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none; word-wrap:break-word;" target="_blank">NOTA PÚBLICA: Novo decreto sobre caçadores, atiradores e colecionadores altera lei de controle das armas no país em detrimento da segurança pública O Instituto Sou da Paz entende como prejudicial ao Brasil o decreto, assinado por Jair Bolsonaro nesta terça-feira, cuja função é facilitar ainda mais o acesso a armas de fogo e munições aos caçadores, colecionadores e atiradores (CACs) e permitir a esta categoria o transporte da arma municiada. Ao possibilitar que mais pessoas andem armadas, o decreto altera a legislação que proíbe o porte de arma no Brasil, cuja mudança só poderia ser feita pelo Congresso Nacional. Com o decreto, o presidente beneficia um pequeno grupo de indivíduos em detrimento da segurança pública &#8211; uma vez que há impacto real na sociedade com novas 255 mil pessoas que poderão andar armadas nas ruas com esta decisão. O Exército contabiliza hoje mais de 350 mil armas nas mãos de CACs. São recorrentes os casos de desvio para o mercado ilegal, ainda que não intencionalmente. A própria justificativa usada pelos atiradores para demandar o porte municiado é que eles se tornam alvos preferenciais de roubos, reconhecendo que a arma atrai criminosos. Este é um problema negligenciado há muito tempo, conforme o relatório da CPI do Tráfico de Armas, da Câmara dos Deputados de 2006. Adicionalmente, mesmo com a regulamentação atual, o país já vive uma explosão no número de pessoas que se registram como CACs. As concessões cresceram 879% apenas nos últimos cinco anos, segundo dados oficiais. Ampliar os registros de armas sob essas categorias vai sobrecarregar ainda mais o Exército, desviando-o de suas funções essenciais de Defesa Nacional para que fiscalizem atividades de hobby privado ou esporte. (&#8230;) Leia a nota completa: bit.ly/2J953xd</a></p>
<p style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;">A post shared by <a href="https://www.instagram.com/instituto.soudapaz/" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px;" target="_blank"> Instituto Sou da Paz</a> (@instituto.soudapaz) on <time style=" font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; line-height:17px;" datetime="2019-05-07T21:16:13+00:00">May 7, 2019 at 2:16pm PDT</time></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Recepção do decreto em Brasília </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dia após o decreto ser divulgado, a Câmara e o Senado apresentaram projetos para revogar o texto. Para os deputados e senadores o conteúdo viola o princípio da separação de Poderes, tirando do Congresso a prerrogativa de legislar. Algumas propostas também afirmam que o decreto viola o Estatuto do Desarmamento, como também afirmou o Instituto Sou da Paz.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que acontece é que o texto de Bolsonaro vai contra o artigo do estatuto, que afirma ser “</span><i><span style="font-weight: 400;">proibido o porte de arma em território nacional, salvo para os casos previstos em legislação própria</span></i><span style="font-weight: 400;">”e para categorias previstas na lei, como integrantes das Forças Armadas e policiais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dia após o decreto ser anunciado, os deputados da bancada evangélica da Câmara começaram um movimento de articulação para derrubar o texto. A questão das armas é uma das principais discordâncias dos religiosos no Legislativos em relação ao presidente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, é padrão que haja uma análise de constitucionalidade para todo decreto presidencial que é assinado, só assim o decreto consegue avançar para o Poder Legislativo.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, segundo o advogado Tomás Paiva, doutor em direito constitucional pela USP, em entrevista para o portal UOL, a Constituição não permite que o presidente crie “nada de novo” por meio de um decreto, mas apenas regulamente a execução de uma lei, e tudo que extrapolar isso é nulo e ilegal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Paiva ainda diz que analisar se o decreto atende a essas condições não é fácil. “</span><i><span style="font-weight: 400;">O que você tem que fazer é um confronto entre a lei e o decreto. Por exemplo: o decreto não pode revogar um dispositivo da lei, não pode regulamentar ou criar disposições que, no final, acabem por alterar a substância da lei indiretamente. Esse é um confronto que é feito caso a caso</span></i><span style="font-weight: 400;">”, explica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com o Supremo Tribunal Federal, para haver o questionamento de um decreto, é necessário entrar com uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF). Mas apenas algumas pessoas podem propor essas ações, como representantes de Poderes, governadores, o procurador-geral da República, partidos políticos, o conselho federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e entidades de classe. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o Congresso, recebe da Constituição o poder exclusivo de “sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa.  </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Ministério Público Federal pede suspensão de decreto</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas tudo isso que vimos está em um passado distante. Dia 14 de maio, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou uma ação à Justiça Federal em Brasília pedindo para suspender integralmente o texto de Bolsonaro. Na ação, o MPF disse que o decreto “exorbita sua natureza regulamentar” e contraria o estatuto do desarmamento, colocando “em risco a segurança pública de todos os brasileiros.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os procuradores chamaram de “ilegal” a extensão ao direito à aquisição e ao porte de armas para as categorias autorizadas. Segundo os procuradores, a ampliação poderá causar efeitos irreversíveis, já que armas de fogo são bens duráveis. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O curioso é que, o próprio Ministério Público Federal lembrou que o presidente, Jair Bolsonaro, e ministro da Justiça, Sergio Moro, disseram que o decreto não é uma medida de segurança pública e, de acordo com os procuradores, nesse aspecto há razão as manifestações. “<em>O decreto não só não é do interesse da segurança pública como a coloca em risco. [&#8230;] A liberação &#8211; embora tenha como finalidade ampliar o número de titulares de um direito individual e diminuir as restrições para seu exercício &#8211; representa um retrocesso no sistema de controle de armas no País</em>”, informam os procuradores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu informações ao governo para poder decidir sobre um pedido do partido Rede de Sustentabilidade que quer a anulação do decreto. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O que diz Sergio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com o portal Exame, Jair Bolsonaro não aguardou os pareceres jurídicos da equipe de Sergio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública, antes de assinar o decreto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo informações, faltava uma hora para a solenidade no Palácio do Planalto quando a consultoria jurídica do ministério recebeu o texto elaborado pela Casa Civil. O prazo, segundo pareceres, era insuficiente para realizar uma análise aprofundada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No dia 15 de maio, em entrevista à GloboNews, Sergio Moro afirmou que se houver alguma “invalidade” no decreto, caberá ao STF ou ao Congresso Nacional revisar o texto. </span><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">É natural que ele [o decreto] seja questionado. Dentro desse âmbito da política, sobre essa matéria específica, não existe ali nenhum problema em que haja esse tipo de questionamento. Se houver alguma invalidade, caberá ao Supremo Tribunal Federal ou eventualmente ao Congresso, que tem poder de editar decretos legislativos, fazer uma revisão</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;, declarou Moro na entrevista.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Recuo do governo </strong></h3>
<p>No começo da semana do dia 20 de março, havia um novo tópico do decreto, autorizando o o porte de fuzis. Mas no dia 22 de maio, o governo recuou e publicou um novo decreto sobre as regras para a posse e porte de arma de fogo no Brasil. Entre as alterações anunciadas estão o veto ao porte de fuzis, carabinas ou espingardas para cidadão comuns, além de nova regra na prática de tiro por menores de idade e no transporte de arma em voo.</p>
<p><strong>Ou seja: </strong></p>
<p><strong>PERMITIDO</strong>: armas de porte, como pistolas, revólveres e garruchas.</p>
<p><strong>PROIBIDO</strong>: Armas portáteis, como fuzis, carabinas, espingardas, e armas não portáteis.</p>
<p>O que foi alterado, também, foi a idade para menores praticarem tiro esportivo, agora, só poderão a partir dos 14 anos com autorização dos dois responsáveis. Antes da atualização do decreto, não foi estipulada uma idade mínima, sendo exigida uma autorização de apenas um dos responsáveis.</p>
<p>O que gerou muita discussão foi o transporte de armas em voos. O decreto afirmava que essa decisão era do Ministério da Justiça, mas foi transferido para a Anac determinar as regras para transporte de armas nos voos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>E a população?</strong></h3>
<p>Assim como tudo o que envolve o governo de Jair Bolsonaro, o decreto que facilita o porte de arma divide opiniões. Podemos até entender (ou talvez não) que muitos sejam a favor da posse de arma, já que a função dela será proteger a residência e os moradores, e claro, será guardada em um local seguro. Mas o porte de arma facilitado para algumas categorias gera uma apreensão maior.</p>
<p>De qualquer forma, é importante que o STF e o MPF resolvam se o decreto é ou não inconstitucional, para esse não ser mais um caso de afirma e desmente, afirma e desmente, coisa que, no governo atual, está sendo bem comum.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Bolsonaro revoga decreto</strong></h3>
<p>No dia 25 de junho de 2019, o presidente Jair Bolsonaro decidiu revogar o decreto que facilitou o porte de armas de fogo, segundo Onyx Lorenzoni, ministro da Casa Civil, após reunião com senadores.</p>
<p>O pacote de mudanças foi alvo de críticas, levando o plenário do Senado a aprovar um parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que pede a suspensão dos decretos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.ombrelo.com.br/variedades/posse-de-arma-saiba-tudo-sobre-o-decreto-do-governo-bolsonaro/" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #0000ff;"><strong>POSSE DE ARMA: saiba tudo sobre o decreto do governo Bolsonaro</strong></span></a></p>
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