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	<title>Suzano &#8211; Ombrelo</title>
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	<description>Notícias e Entretenimento - Juiz de Fora</description>
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	<title>Suzano &#8211; Ombrelo</title>
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		<title>ATAQUES A TIROS: a mudança na cobertura midiática dos recentes ataques no Brasil e no mundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Clara Turchetti]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Mar 2019 03:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Suzano, São Paulo, quarta-feira, 13 de março de 2019. Dois jovens entram armados na Escola Estadual Raul Brasil, deixando, ao todo, 10 mortos e 11 feridos. No mesmo dia, nomes, idades, Hobbies, redes sociais, fotos e outras mil informações sobre os atiradores aparecem a todo instante na mídia. Christchurch, Nova Zelândia, sexta-feira, 15 de março de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Suzano, São Paulo, quarta-feira, 13 de março de 2019. Dois jovens entram armados na Escola Estadual Raul Brasil, deixando, ao todo, 10 mortos e 11 feridos. </span><span style="font-weight: 400;">No mesmo dia, nomes, idades, Hobbies, redes sociais, fotos e outras mil informações sobre os atiradores aparecem a todo instante na mídia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Christchurch, Nova Zelândia, sexta-feira, 15 de março de 2019. Um homem entra armado em duas mesquitas, deixando 50 mortos. O atirador transmite ao vivo por uma rede social o ataque e logo aparecem algumas informações sobre ele. Mas param. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa é a grande diferença entre a cobertura da mídia para os tiroteios. Em toda a história do Brasil, nove ataques a tiros foram feitos. Na Nova Zelândia, apenas dois ataques aconteceram, um em 2019 e um em 1990.</span></p>
<p><strong><span style="font-weight: 400;">Essa conta fica mais extensa quando citamos os Estados Unidos, que desde o fim da década de 1960 até hoje, segundo o jornal </span><span style="font-weight: 400;">The </span><span style="font-weight: 400;">Washington Post, possui uma lista com 162 ataques a tiros, a maioria deles ocorridos a partir da década de 1990. Ao todo, foram 1.153 mortos em ataques a tiros nos EUA. </span></strong></p>
<figure id="attachment_28212" aria-describedby="caption-attachment-28212" style="width: 888px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="wp-image-28212" title="ATAQUES A TIROS - Cerca de 162 ataques a tiros foram feitos nos EUA. " src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/ATAQUE-A-TIROS-NOS-EUA-300x149.png" alt="ATAQUES A TIROS - Cerca de 162 ataques a tiros foram feitos nos EUA. " width="888" height="441" /><figcaption id="caption-attachment-28212" class="wp-caption-text">Você pode conferir o gráfico, na íntegra, pelo site do <strong><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.washingtonpost.com/graphics/2018/national/mass-shootings-in-america/?utm_term=.4247024a20f1" target="_blank" rel="noopener">The Washington Post</a></span></strong></figcaption></figure>
<h1>ATAQUES A TIROS: a mudança na cobertura midiática dos recentes ataques no Brasil e no mundo</h1>
<h3><b>Sem notoriedade aos atiradores</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com apenas dois ataques a tiros, a Nova Zelândia, a partir da primeira-ministra, </span><span style="font-weight: 400;">Jacinda Ardern, assumiu um posicionamento de não dar notoriedade ao atirador. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um discurso no Parlamento do país, no dia 19 de março, Jacinda Ardern, disse que nunca irá dizer o nome do atirador. &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Ele buscou muitas coisas em seu ato de terror, entre elas a notoriedade &#8211; é por isso que você nunca me ouvirá mencionar seu nome</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;, disse Ardern. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira-ministra ainda disse: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu imploro, fale os nomes daqueles que perdemos em vez do nome do homem que os levou. Ele é um terrorista. Ele é um criminoso. Ele é um extremista. Mas ele vai, quando eu falar, ser alguém sem nome</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;, disse a primeira-ministra. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com informações da CNN, a estratégia de Jacinda está dando certo: é o rosto dela e não do atirador que tem dominado a cobertura da mídia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse posicionamento está bem claro nos Estados Unidos. O país vive uma epidemia desse tipo de crime, sendo que até ganhou uma categoria própria: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Mass </span></i><i><span style="font-weight: 400;">shooting</span></i><span style="font-weight: 400;">” ou “tiroteios em massa”</span><span style="font-weight: 400;">, como afirma Tulio Kahn, especialista em segurança pública e criminologia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um podcast publicado em seu Blog, Tulio diz que nos Estados Unidos, dependendo de como o crime é classificado, é contabilizado um ataque a tiros por dia. Segundo ele, o país classifica como </span><i><span style="font-weight: 400;">Mass </span></i><i><span style="font-weight: 400;">shooting </span></i><span style="font-weight: 400;">um ataque a tiros com as seguintes características: </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">1 &#8211; Precisa ter quatro ou mais vítimas, excluindo os autores;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2 &#8211; Precisa ser em um local público;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">3 &#8211; As vítimas precisam ser escolhidas aleatoriamente. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como afirmou Kahn, após um ataque a tiros nos Estados Unidos, e não apenas lá, é muito comum observar um grande debate sobre armas e suas limitações. Essa discussão pode ampliar a procura por mais armas e também pode surgir o chamado “Efeito Contágio”, onde muitas vezes depois que um caso acontece, ele é muito divulgado e acaba estimulando a ocorrência de outros ataques.</span><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-28194" style="color: inherit; font-family: inherit; font-size: 24px;" title="ATAQUES A TIROS - Jacinda Ardern, primeira-ministra da Nova Zelândia" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/eight_col_PM_Jacinda_Ardern-300x188.jpg" alt="ATAQUES A TIROS - Jacinda Ardern, primeira-ministra da Nova Zelândia" width="866" height="543" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Experiência no assunto</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos atentados a tiros mais marcantes da história dos Estados Unidos é o da escola Columbine, realizado em 20 de abril de 1999. Planejado e executado por dois alunos, eles entraram na Columbine High School, em Denver, Colorado, e mataram 12 alunos e um professor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse caso, a mídia divulgou diversas informações sobre os atiradores, colocou seus nomes e rostos estampados em capas de revistas, jornais e eram exibidos no horário nobre da TV. Essa aparição excessiva fez com que se criasse uma espécie de culto aos atiradores. E podemos atribuir esse fato a mídia, que os ajudou a conseguir fama e notoriedade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um artigo publicado no jornal digital Vox em março de 2018, a </span><span style="font-weight: 400;">professora de Justiça Criminal da Universidade Estadual de Nova York, que há vários anos estuda massacres em escolas e universidades do país</span><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> Jaclyn Schildkraut, relatou um estudo feito pela ABC News que mostra a influência da exposição dos atiradores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O artigo foi publicado logo após um massacre em uma escola na Flórida que deixou 17 mortos. Segundo a criminologista, cerca de 17 atiradores, entre 1999 e 2014 citaram em algum momento os atiradores de Columbine como inspiração para os ataques, assim como os atiradores de Suzano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a professora, nos últimos 20 anos, a cobertura da mídia transformou os atiradores em heróis. “</span><i><span style="font-weight: 400;">De muitas maneiras eles se tornaram mártires, deuses para outras pessoas que querem cometer atos semelhantes. Jovens que nem haviam nascido na época estão hoje cometendo massacres e citando os autores de Columbine</span></i><span style="font-weight: 400;">”, explica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a professora, a cobertura da mídia é centrada no atirador, em vez de focar nas vítimas ou nos heróis que responderam ao ataque. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Columbine foi o primeiro caso em que realmente houve ampla cobertura de um tiroteio. A rede CNN interrompeu a programação diária para cobrir o evento ao vivo</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;, conta Jaclyn.</span></p>
<figure id="attachment_28195" aria-describedby="caption-attachment-28195" style="width: 889px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="wp-image-28195" title="ATAQUES A TIROS - Crianças brincam em memorial de vítimas em Columbine" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/160213113427_monumento_columbine_624x351_getty_nocredit-1-300x169.jpg" alt="ATAQUES A TIROS - Crianças brincam em memorial de vítimas em Columbine" width="889" height="501" /><figcaption id="caption-attachment-28195" class="wp-caption-text">No memorial para as vítimas de Columbine, lê-se a frase: “A parte mais difícil é ver que eram crianças matando crianças”</figcaption></figure>
<h3><b>Campanha “No Notoriety”</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Após um ataque a tiros em um cinema em Aurora, Colorado, em 2012, que matou 12 pessoas, os pais de uma vítima criaram a campanha “No Notoriety” ou “Sem Notoriedade”, em português. O objetivo da campanha era pedir que a mídia diminuísse o espaço aos autores de massacres. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na campanha, os pais pediram que a imprensa seguisse alguns passos para poupar informações dos atiradores:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">1 &#8211; Não coloque os nomes dos autores em manchetes;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2 &#8211; Não coloque fotos dos atiradores em destaque;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">3 -Tente escrever os nomes somente quando necessário, uma vez por matéria, de preferência</span><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-28190" title="ATAQUES A TIROS - Site No Notoriety pede que mídia não dê atenção aos atiradores" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/NO-NOTORIETY-300x54.png" alt="ATAQUES A TIROS - Site No Notoriety pede que mídia não dê atenção aos atiradores" width="872" height="157" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até o hoje, o site da campanha ainda defende esses preceitos, afirmando que é preciso “</span><span style="font-weight: 400;">privar indivíduos com mentalidade violenta dos holofotes que tanto desejam&#8221;.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a BBC, ainda nos Estados Unidos, existe a campanha </span><span style="font-weight: 400;">&#8220;Don&#8217;t Name Them&#8221; (Não os Nomeie, em tradução livre), do Centro ALERRT da Universidade Estadual do Texas. Ela é semelhante a “No </span><span style="font-weight: 400;">Notoriety”, afirmando que dar publicidade “permite ao atirador realizar um de seus objetivos e valida sua vida e suas ações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Jaclyn Schildkraut, a proposta é totalmente coesa. “</span><i><span style="font-weight: 400;">O que se propõe não é ignorar totalmente o autor, mas usar informações como seu nome ou imagem de forma muito limitada”, </span></i><span style="font-weight: 400;">diz.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela ainda sugere, por exemplo, citar o nome do autor apenas uma vez, e nas próximas menções, referir-se apenas como “atirador”.</span></p>
<figure id="attachment_28197" aria-describedby="caption-attachment-28197" style="width: 873px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="wp-image-28197" title="ATAQUES A TIROS - Local do ataque a tiros em Aurora, no Colorado" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/1-300x219.jpg" alt="ATAQUES A TIROS - Local do ataque a tiros em Aurora, no Colorado" width="873" height="637" /><figcaption id="caption-attachment-28197" class="wp-caption-text">Local do tiroteio em Aurora, no estado americano do Colorado (Foto: AP/The Denver Post, Karl Gehring)</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Autores antecipados</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Cho Seung-Hui, um jovem sul-coreano de 23 anos, morador de Blacksburg, Virgínia, realizou, em 2007, o maior massacre a estudantes em uma universidade norte-americana. Cho Seung-Hui matou 33 pessoas e após o atentado, se suicidou. O caso ficou conhecido como o Massacre de Virginia Tech. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com o artigo “Morri para inspirar vocês”: uma análise das narrativas em disputa perpetradas por jovens homicidas/suicidas em ambientes escolares”, a autora e professora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Flora Daemon, diz que Cho Seung-Hui foi vítima de bullying e pensou no massacre motivado por desejo de vingança. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo descreve Flora, Seung-Hui, após os primeiros homicídios, enviou pelo serviço postal à NBC News um pacote que continha o chamado “Manifesto Multimídia”, conforme nomeou a emissora. O pacote continha textos, autorretratos de Seung-Hui portando armas, além de vídeos que buscavam explicar o massacre que iria cometer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No discurso feito pelo atirador, é possível identificar duas questões importantes: a invocação de ideia de herói e a dimensão do indivíduo mártir que se sacrifica em nome de outro (o atirador cita Jesus Cristo em seu discurso). Ele ainda deixa claro que deseja inspirar outras gerações. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seung-Hui pensou que, enviando esse material a uma rede de comunicação, segundo Flora, ele completaria o crime e ainda deixaria o efeito de encorajamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O atirador também premeditou que, após cometer o crime, a probabilidade de veiculação do mesmo era grande, então ele facilitou, de certa forma, o trabalho jornalístico e a notícia do ataque circularia mais rápido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Flora Daemon diz que Cho Seung-Hui conseguiu, com seu feito infame, viabilizar a inspiração de novos autores de massacres similares numa perspectiva evidentemente dialógica.</span></p>
<figure id="attachment_28205" aria-describedby="caption-attachment-28205" style="width: 969px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="wp-image-28205" title="ATAQUES A TIROS - Homenagem às vítimas do ataque a Virgínia Tech" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/3h9fu1jvbj9cnaehsvy33ne58-300x188.jpg" alt="ATAQUES A TIROS - Homenagem às vítimas do ataque a Virgínia Tech" width="969" height="607" /><figcaption id="caption-attachment-28205" class="wp-caption-text">Estudantes da Universidade de Virginia Tech participam de cerimônia em homenagem às vítimas de ataque. (Foto: Getty Images)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um ataque a tiros na Escola Secundária de Jokela, na cidade de Tuusula, no sul da Finlândia, PekkaEric, de 18 anos e aluno da escola, matou seis alunos, uma enfermeira e a diretora da instituição. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O jovem, antes do ataque, imaginou que haveria uma tentativa de impedir informações sobre ele e sua ação. Foi então que, premeditadamente, ele produziu um “media pack”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nele continha uma composição musical de sua autoria, que teria a função de ser a trilha sonora para seus crimes, um texto que parecia simular um boletim de ocorrência policial, vídeos de prática de tiro, fotografias suas e da arma usada no crime, além de um texto que explicava as motivações para o ataque. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O atirador publicou esse conteúdo em um servidor de livre acesso na internet, sendo possível o acesso de outras pessoas, como jornalistas. </span></p>
<figure id="attachment_28206" aria-describedby="caption-attachment-28206" style="width: 887px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="wp-image-28206" title="ATAQUES A TIROS - Escola Secundária de Jokela, na cidade de Tuusula" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/pekka-300x224.jpg" alt="ATAQUES A TIROS - Escola Secundária de Jokela, na cidade de Tuusula" width="887" height="662" /><figcaption id="caption-attachment-28206" class="wp-caption-text">Foto: AP/Finland NBI</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Brasileiro também foi influenciado</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do caso de Virgínia e Jokela, a professora Flora Daemon também cita o caso ocorrido no bairro de Realengo, no Rio de Janeiro, em 2011. Ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira, Wellington Menezes de Oliveira tinha 23 anos quando invadiu a instituição, matando 12 estudantes e logo após de suicidou. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O atirador também produziu conteúdos, mas ele não enviou a nenhum veículo nem publicou na internet. Simplesmente deixou o material em sua casa, pois ele já imaginava que a polícia iria encontrá-lo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como afirma Flora: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Wellington não precisava divulgar para garantir audiência a sua história e causa; ele sabia que estas eram suficientemente fortes para ‘exigirem’ do sistema − e aqui estamos nos referindo tanto à política de segurança pública quanto à política de comunicação − que elas fossem ao ar.” </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um vídeo, o atirador se refere a outros dois jovens homicidas e suicidas que também escolheram escola como o local para o crime: Cho Seung-Hui, dos Estados Unidos, e Edmar Aparecido Alves, do interior de São Paulo, em 2003.</span></p>
<figure id="attachment_28207" aria-describedby="caption-attachment-28207" style="width: 859px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="wp-image-28207" title="ATAQUES A TIROS - Homenagem aos 12 alunos mortos durante o ataque na escola em Realengo, no Rio" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/106062059_a15645f5-04fb-4206-ad62-d4a94216d716-300x169.jpg" alt="ATAQUES A TIROS - Homenagem aos 12 alunos mortos durante o ataque na escola em Realengo, no Rio" width="859" height="484" /><figcaption id="caption-attachment-28207" class="wp-caption-text">Homenagem aos 12 alunos mortos durante o ataque na escola em Realengo, no Rio (Foto: TÂNIA REGO/AG. BRASIL)</figcaption></figure>
<h3><b>Ataque em Suzano</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25, atiraram em alunos de uma escola. Muitas pessoas compararam o ataque em Suzano com o de Columbine, e eles possuem semelhanças, como:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ambos foram cometidos por dois atiradores, nos dois casos os autores se suicidaram, usaram armas brancas (em Columbine usaram vários tipos de facas e Suzano usaram machadinhas, besta e arco e flecha). Segundo a revista Veja, até as vestimentas dos atiradores de Suzano são semelhantes aos de Columbine. A ideia dos atiradores de Suzano era superar o número de vítimas de Columbine. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na manhã do massacre em Suzano, Guilherme postou diversas imagens em sua conta no Facebook. Em algumas fotos ele aparece com uma máscara de caveira, em outras ele segura a arma e também faz o símbolo de arma com as mãos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Provavelmente, o atirador já tirou as fotos pensando nessa repercussão, sendo que ele sabia que a mídia iria usar a sua imagem com a máscara de caveira para criar o assassino perfeito. O grande problema na repetição de fotos e nomes dos assassinos é transformá-los, de forma equivocada e sem perceber, nos heróis da situação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No fórum que Guilherme participava na deep web (um segmento da internet que não pode ser encontrado por buscadores, favorecendo o surgimento de redes e sites anônimos), os outros integrantes, após o ataque, elogiaram o feito do atirador e os chamaram de heróis.</span></p>
<figure id="attachment_28208" aria-describedby="caption-attachment-28208" style="width: 942px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="wp-image-28208" title="ATAQUES A TIROS - Escola Estadual Raul Brasil" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/1553000198_208267_1553000558_noticia_normal-300x184.jpg" alt="ATAQUES A TIROS - Escola Estadual Raul Brasil" width="942" height="578" /><figcaption id="caption-attachment-28208" class="wp-caption-text">Homenagens deixadas às vítimas do massacre de Suzano em frente à Escola Estadual Raul Brasil. (Foto: UESLEI MARCELINO / REUTERS)</figcaption></figure>
<h3><b>O que pensam os jornalistas</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A jornalista Cláudia Collucci, em um artigo escrito para a Folha de São Paulo, explica que para alguns estudiosos, essa medida não prejudicaria a disseminação de informações úteis. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após dois tiroteios na Finlândia, em 2007 e outro em 2008, a mídia examinou o trabalho feito anteriormente e fizeram algumas mudanças. Segundo Cláudia, a imprensa divulgou os manifestos dos atiradores (que também se referiam aos autores de Columbine), mas não suas fotos e nomes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda segundo Cláudia, alguns jornalistas finlandeses protestaram, mas no fim prevaleceu uma política semelhante à proposta da campanha “No Notoriety”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um artigo publicado pela jornalista Sávia Lorena Barreto Carvalho de Sousa, no portal Observatório da Imprensa, ela afirma que muitas críticas foram feitas sobre os excessos cometidos pela imprensa ao noticiar o fato. “<em>Como o jornalista da </em></span><em><span style="font-weight: 400;">Band News</span></em><span style="font-weight: 400;"><em> que perseguiu a mãe de Guilherme Monteiro, um dos responsáveis pelo massacre em Suzano — são pertinentes, mas é preciso separar o que é espetacularização daquilo que é papel básico do jornalismo&#8221;, </em>diz Sávia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela diz que mesmo se a mídia não noticiar o fato, o WhatsApp está no caminho para informar com detalhes nítidos e, muitas vezes, distorcidos. Sávia diz que o que pode funcionar é um jornalismo que use ferramentas responsáveis em seu ofício, tendo o cuidado de não glorificar os assassinos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sávia afirma que é importante discutir o trabalho da imprensa em momentos de tragédia e dor para não repetir os erros do passado ou cometer novas falhas que prejudiquem os envolvidos direta ou indiretamente e a as sociedade que consome o conteúdo.</span><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-28192" title="ATAQUES A TIROS - Escola Estadual Raul Brasil" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/naom_5c8ed4d96c694-300x169.jpg" alt="ATAQUES A TIROS - Escola Estadual Raul Brasil" width="923" height="520" /></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Lei Armamentista é reformulada em alguns países após tragédias envolvendo armas de fogo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Clara Turchetti]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Mar 2019 03:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Brasil está nadando contra a maré? Lei Armamentista é reformulada em alguns países após tragédias envolvendo armas de fogo Motivo de grandes discussões em vários lugares, a lei armamentista é, sem sombra de dúvidas, um dos assuntos mais polêmicos atualmente. Seja você contra ou a favor, sempre vai ter outra pessoa, ao seu lado, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3><em>O Brasil está nadando contra a maré?</em></h3>
<figure id="attachment_28164" aria-describedby="caption-attachment-28164" style="width: 917px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="wp-image-28164" style="font-weight: bold;" title="Lei Armamentista - Escola Estadual Raul Brasil foi alvo de ataque a tiros" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/2019-03-13t221957z_964543783_rc1755366f20_rtrmadp_3_brazil-violence-school-300x200.jpg" alt="Lei Armamentista - Escola Estadual Raul Brasil foi alvo de ataque a tiros" width="917" height="610" /><figcaption id="caption-attachment-28164" class="wp-caption-text">Foto: Reuters/Ueslei Marcelino</figcaption></figure>
<h1>Lei Armamentista é reformulada em alguns países após tragédias envolvendo armas de fogo</h1>
<p><span style="font-weight: 400;">Motivo de grandes discussões em vários lugares, a lei armamentista é, sem sombra de dúvidas, um dos assuntos mais polêmicos atualmente. Seja você contra ou a favor, sempre vai ter outra pessoa, ao seu lado, com uma opinião oposta a sua e vai tentar te convencer de que você está errado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E hoje, em 2019 o tema está mais fresco do que nunca. No Brasil, dois pontos impulsionaram essa conversa: o presidente Jair Bolsonaro assinou, em janeiro, um decreto que facilita a posse de armas, uma de suas principais promessas de campanha. O segundo assunto motivador é o massacre na escola Raul Brasil, em Suzano (SP), ocorrido em 13 de março. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tragédia aconteceu na manhã de quarta-feira (13) quando os ex-alunos Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25, mataram sete pessoas, entre alunos e funcionários, na Escola Estadual Raul Brasil. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seguida, Guilherme atirou em Luiz Henrique e, então se suicidou. Pouco antes do massacre, a dupla havia matado o proprietário de uma loja da região, tio de Guilherme. Ao todo, dez pessoas morreram no ataque e 11 ficaram feridas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><a href="https://www.ombrelo.com.br/variedades/posse-de-arma-saiba-tudo-sobre-o-decreto-do-governo-bolsonaro/" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #0000ff;"><strong>Posse de arma no Brasil: Entenda a nova lei criada no governo de Jair Bolsonaro</strong></span></a></h4>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já na quinta-feira (14), a Nova Zelândia é pega de surpresa quando duas mesquitas na cidade de </span><span style="font-weight: 400;">Christchurch são atacadas, simultaneamente, por tiros, deixando 50 mortos e 48 feridos. O principal suspeito pelos ataques é o australiano Brenton Tarrant. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o atentado em Suzano, o senador Major Olímpio, do PSL, afirmou que a política desarmamentista fracassou e disse: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Se tivesse um cidadão armado dentro da escola, um professor, um servente, um policial aposentado lá, ele poderia ter minimizado o efeito da tragédia</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Brasil caminha no mesmo passo que os Estados Unidos, país que já passou por alguns ataques com arma de fogo e, em vez de limitar a venda ou propor reformas na lei, pretende aumentar o número de armas de fogo nas escolas e em edifícios públicos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O governo brasileiro também possui a intenção de armar professores e funcionários de colégios, como meio de defesa contra possíveis ataques. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos Estados Unidos, desde 2013, segundo a BBC, foram registrados mais de 200 ataques em locais públicos com uso de arma de fogo. Dentre esses locais, estão escolas e universidades. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas ao contrário de Brasil e Estados Unidos, outros países enxergam uma forma de propor mudanças na lei e tentar cessar os ataques.</span></p>
<figure id="attachment_28167" aria-describedby="caption-attachment-28167" style="width: 878px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="wp-image-28167" title="Lei Armamentista - Mesquitas em Nova Zelândia foram alvos de ataques a tiros" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/636883199207474490w-300x194.jpg" alt="Lei Armamentista - Mesquitas em Nova Zelândia foram alvos de ataques a tiros" width="878" height="568" /><figcaption id="caption-attachment-28167" class="wp-caption-text">Foto: EFE/EPA/MICK TSIKAS</figcaption></figure>
<h3><b>Nova Zelândia &#8211; 2019</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O principal suspeito pelo ataque possuía cinco armas compradas legalmente por meio de uma licença, obtida em novembro de 2017. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em declaração feita no sábado, dia 16, a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Arden, defendeu o endurecimento das leis sobre a venda de armas no país após o ataque as duas mesquitas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a BBC, a primeira-ministra, que classificou o massacre como “um ato de terror” disse: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Nossas leis de armas vão mudar. A hora é esta</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Ela ainda ressaltou que os ataques evidenciaram uma série de debilidades na lei de armas do país e que todo o governo concorda na necessidade de realizar mudanças. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jacinda Arden também afirmou que “</span><i><span style="font-weight: 400;">O simples fato de que esse indivíduo obteve uma licença para armas e adquiriu armamentos desse tipo (me faz) achar que as pessoas vão buscar mudanças, e eu estou comprometida com isso</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Regras no país</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Para se ter uma arma na Nova Zelândia precisa ter 16 anos, ou no caso de armas semiautomáticas (</span><span style="font-weight: 400;">que disparam com mais velocidade)</span><span style="font-weight: 400;"> de estilo militar, 18 anos. Qualquer pessoa dessas idades e que seja considerada capaz pela polícia pode possuir uma arma de fogo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos os donos de armas precisam de uma licença, mas a maioria das armas individuais não necessita de registro. A Nova Zelândia é um dos poucos países a seguir essa regra. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os interessados em ter uma arma, legalmente, devem passar por uma checagem de antecedentes criminais e do histórico de saúde. Violência doméstica, vícios e saúde mental são considerados na avaliação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando a licença é concedida, o cidadão pode comprar quantas armas quiser. Já quem tiver interesse em ter armas semiautomáticas em estilo militar, pistolas ou armamentos controlados deve fazer um pedido especial à polícia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por causa disso, as autoridades não sabem ao certo quantas armas legais existem na Nova Zelândia, pois a maioria não está registrada. </span><span style="font-weight: 400;">Em 2016, a polícia do país estimou que havia 1,2 milhão de armas legais em posse de civis, o que equivale a uma arma para cada quatro pessoas. </span><span style="font-weight: 400;">Já em junho de 2018, havia 246.952 licenças de armas ativas, o que incluía as de comerciantes e colecionadores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a BBC, a polícia da Nova Zelândia divulgou dados que mostram a apreensão de 859 armas controladas e 12.688 armas de todos os tipos, entre 2008 e 2017. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo o G1, o país tem uma das menores taxas de morte por violência no mundo. Entre 2008 e 2018, foram registrados no país 154 homicídios envolvendo arma de fogo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Nova Zelândia já passou por dois processos de mudança nas leis, um em 1990, também devido a ataque, e em 2012. Tudo leva a crer que em 2019 será a mudança de número três. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Nova Zelândia &#8211; 1990 </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas a cidade de </span><span style="font-weight: 400;">Christchurch não foi a única da Nova Zelândia a passar por momentos de desespero e tristeza. Em 13 de novembro de 1990, a cidade de Aramoana foi cenário para uma outra tragédia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">David Gray, morador da cidade de Aramoana, com 33 anos e desempregado, matou 13 pessoas após uma discussão com um vizinho. Ele atirou em pessoas que moravam por lá, em uma família que estava visitando o país e até em um sargento da polícia local, Stewart Guthrie. A arma usada no crime, segundo o Jornal Folha de São Paulo foi um fuzil semiautomático. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o massacre de Aramoana o país entrou em acordo e reformulou a lei para dificultar o acesso da população civil a este tipo de arma e também mudou pontos na legislação sobre o uso e posse de armas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Escócia &#8211; 1996</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As leis na Grã-Bretanha já eram rígidas o suficiente para um ataque não acontecer. Mas foi em 1996, na cidade escocesa Dunblane que as coisas mudaram. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No dia 13 de março de 1996, o ex-líder escoteiro Thomas Watt Hamilton, de 43 anos, entrou em um ginásio da Escola Primária Dunblane e matou 16 crianças e um professor. Após as mortes, ele cometeu suicídio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Thomas Watt estava armado com duas pistolas e dois revólveres, todos adquiridos de forma legal, e 743 cartuchos de munição. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a BBC, acredita-se que ele queria se vingar da comunidade por ter tido a licença de chefe de escoteiro suspensa, pois foi proibido de organizar clubes para adolescentes. Ele ainda tinha várias acusações de assédio e comportamento duvidoso com jovens meninos que faziam parte dos clubes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As vítimas tinham entre 5 e 6 anos de idade, além de uma professora de 45 anos, que morreu ao tentar proteger seus alunos. Outras 11 crianças e três adultos ficaram feridos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o massacre, diversas associações de defesa de controle de armamentos foram criadas. Além disso, um abaixo assinado pedindo a proibição das armas de fogo no país foi entregue ao Parlamento. A ação contou com o apoio do jornal The Daily Mail, um dos tabloides britânicos mais populares, e reuniu mais de 700 mil assinaturas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No começo de 1997, o governo britânico levou ao Parlamento a proposta de proibição total da posse de pistolas com calibre superior a 22. Foi aprovada e poucos meses depois, o recém-chegado governo trabalhista ampliou a proibição para todas as pistolas, de qualquer calibre.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até hoje, tanto o porte, quanto a posse de arma são proibidos, sendo que até alguns setores da polícia trabalham sem elas, como os patrulheiros que fazem rondas nas ruas, segundo a Superinteressante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com a BBC, a lei prevê apenas algumas exceções, como no caso de armas carregadas com pólvora, consideradas antiguidades, armas de interesse histórico cujas munições não sejam fabricadas mais e pistolas de ar comprimido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde o massacre na Escócia, apenas em 2010 viu-se algo do tipo na Grã- Bretanha, mais precisamente em Cúmbria. Derrick Bird, um taxista de 52 anos, matou 12 pessoas e feriu 11, usando uma escopeta. Ele se suicidou depois.</span></p>
<figure id="attachment_28168" aria-describedby="caption-attachment-28168" style="width: 882px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="wp-image-28168" title="Lei Armamentista - Cidade escocesa de Dunblane foi alvo de ataque a tiros" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/106018948_tv031868473-300x169.jpg" alt="Lei Armamentista - Cidade escocesa de Dunblane foi alvo de ataque a tiros" width="882" height="497" /><figcaption id="caption-attachment-28168" class="wp-caption-text">Foto: Stefan Rousseau/PA WIRE</figcaption></figure>
<h3><b>Segurança</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Grã-Bretanha tem um dos menores índices de homicídios por armas de fogo no mundo. Segundo a BBC, apenas 43 pessoas foram mortas por armas de fogo no país, entre 2009 e março de 2010. Sendo 41 mortes na Inglaterra e País de Gales e apenas duas na Escócia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas, na Inglaterra e no País de Gales houve 726 mortes em 2018. Dessa quantidade, 258 foram por esfaqueamento, 106 por “socos e pontapés” e apenas 29 armas de fogo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Canadá &#8211; 1989</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das maiores preocupações do Canadá é proteger o cidadão. Após o atentado na Nova Zelândia em março de 2019, o país reforçou a segurança nas mesquitas do país. Além disso, desde 1989, após um atentado, o país, constantemente, discute a lei armamentista. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos primeiros dias de dezembro de 1989, Marc Lépine, de 25 anos, invadiu a Escola Politécnica de Montreal, na província de Quebec. Lá, ele separou estudantes homens e mulheres e atirou no grupo feminino, matando 14 alunas e ferindo 13, todas cursando engenharia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O motivo, de acordo com o jornal Folha de São Paulo, foi que Marc Lépine teria sido rejeitado pela instituição duas vezes e, em uma carta escrita antes de cometer suicídio, afirmava que ele queria dar “uma lição nas feministas”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após esse ataque, a província de Quebec repensou a venda de armas e, em 1991 e 1995 foram aprovadas leis que baniram o comércio de armas paramilitares. As leis também instituíram treinamento específico e verificação de antecedentes para obter licença, que passou a ser verificada e registrada no ato da compra de uma arma. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Canadá também foi vítima de outro atentado, em janeiro de 2017, um homem de 27 anos atirou contra muçulmanos reunidos em uma mesquita em Quebec. Seis pessoas morreram e 35 ficaram feridas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O responsável pelo massacre foi Alexandre Bissonnette, que possuía ideais nacionalistas mas que não estava filiado a um movimento. Ele foi detido e em 2019 foi condenado à prisão perpétua.</span></p>
<figure id="attachment_28169" aria-describedby="caption-attachment-28169" style="width: 520px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="wp-image-28169" title="Lei Armamentista - Homenagem feito às vítimas do ataque a tiros na Escola Politécnica de Montreal" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/arton11382-300x300.jpg" alt="Lei Armamentista - Homenagem feito às vítimas do ataque a tiros na Escola Politécnica de Montreal" width="520" height="520" /><figcaption id="caption-attachment-28169" class="wp-caption-text">Homenagem feita às 14 mulheres que morreram no ataque a <span style="font-weight: 400;">Escola Politécnica de Montreal</span>.</figcaption></figure>
<h3><b>Sempre atualizando</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em julho de 2018 um atirador matou uma jovem de 18 anos, uma criança de 10 anos e feriu 13 pessoas numa ação criminosa em Toronto. Após isso, a câmara municipal aprovou uma resolução que pediu ao primeiro-ministro, Justin Trudeau, severas restrições no acesso a armas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Canadá, para se ter a posse de arma é preciso ter mais de 18 anos e passar por uma comissão que verifica, entre algumas coisas, se o interessado nunca foi internado por problemas mentais ou se tem antecedentes criminais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O porte só é permitido com autorização específica para determinado dia e local. A posse e o porte para menores de idade são permitidos se a pessoa provar que precisa de uma arma para sobreviver, como para usar em caça ou treinar para competições de tiro.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Segurança</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a Folha de São Paulo com dados do Small Arms Survey, o Canadá é o quinto país do mundo com mais armamentos por habitante, com aproximadamente 35 armas para casa 100 moradores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A taxa de homicídios por armas de fogo no país é de 0,6 por 100 mil habitantes. Nos Estados Unidos é de 4,4 e no Brasil é de 21 por 100 mil habitantes.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Austrália &#8211; 1996</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A pior tragédia envolvendo arma de fogo na Austrália foi em 1996, na cidade de Port Arhur. Um atirador de 29 anos entrou em um café lotado e matou 35 pessoas, a maioria turista de outros estados do país, usando um fuzil semiautomático. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após esse caso, o então primeiro-ministro John Howard conseguiu apoio parlamentar para uma nova legislação em relação às armas. Foram proibidos fuzis semiautomáticos, escopetas e espingardas e as leis de licenciamento, registro e armazenamento de armas ficaram mais rígidas, uma das mais severas do mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo informações da Folha de São Paulo, foi feito um esquema de recompra, tirando de circulação um quinto de armas de fogo em mãos de pessoas civis.</span></p>
<figure id="attachment_28170" aria-describedby="caption-attachment-28170" style="width: 886px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="wp-image-28170" title="Lei Armamentista - Homenagem às vítimas do massacre ocorrido em Port Arthur" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/r0_265_5184_3191_w1200_h678_fmax-300x169.jpg" alt="Lei Armamentista - Homenagem às vítimas do massacre ocorrido em Port Arthur" width="886" height="499" /><figcaption id="caption-attachment-28170" class="wp-caption-text">Homenagem às vítimas do massacre ocorrido em Port Arthur</figcaption></figure>
<h3><b>Segurança</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com um estudo da Universidade Nacional Australiana e da Universidade Wilfred Laurier, no Canadá, realizado em 2010, afirmou que o esquema de recompra de armas salvou, aproximadamente, 200 vidas por ano desde então. Segundo o estudo, a maioria dessas pessoas teria se suicidado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo John Howard, antes do massacre em 1996, foram registrados outros 13 casos. Após Port Arthur e as novas leis, nenhum foi contabilizado. </span><i><span style="font-weight: 400;">“A Austrália tem segurança maior graças às leis. Quando há armas dando sopa, as pessoas as usam</span></i><span style="font-weight: 400;">”, disse Howard. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, desde o massacre e as novas leis, houve também queda notável no número de homicídios com armas de fogo: 516 em 1996 e em 2014 foram 230. Os casos de suicídio também caíram, de 382 para 178, durante o mesmo período.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Mas nem todos os países são assim!</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os Estados Unidos estão fora dessa onda. O país, infelizmente, possui um histórico antigo e quase frequente de ataques a tiros. Listamos apenas os com maiores números de vítimas. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Las Vegas &#8211; 2017</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O maior deles foi em 2017, quando um ex-contador atirou, de um quarto no 32º andar de um hotel, contra as mais de 22 mil pessoas presentes em um festival de música country em Las Vegas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foram 59 mortos e 500 feridos e o atirador, de 64 anos, se matou quando a polícia se preparava para invadir o quarto, onde havia 23 armas, segundo as autoridades. Segundo a BBC, o xerife de Las Vegas, Joe Lombardo, afirmou que o atirador agiu como “lobo solitário”, como são chamados os ataques planejados e executados individualmente.</span></p>
<figure id="attachment_28171" aria-describedby="caption-attachment-28171" style="width: 1046px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="wp-image-28171" title="Lei Armamentista - 59 pessoas morreram em ataque a show em Las Vegas" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/l8-300x200.jpg" alt="Lei Armamentista - 59 pessoas morreram em ataque a show em Las Vegas" width="1046" height="697" /><figcaption id="caption-attachment-28171" class="wp-caption-text">Foto: David Becker/Getty Images</figcaption></figure>
<h3><b>Orlando &#8211; 2016</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em Orlando, na Flórida, 49 pessoas morreram e mais de 53 ficaram feridas quando Omar Saddiqui Mateen, de 29 anos, entrou na boate gay Pulse, em junho de 2016. O atirador já era investigado por ter ligações com o terrorismo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Blacks Burg &#8211; 2007</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O coreano Cho Seung-Hui, de 23 anos, matou 32 pessoas, entre estudantes, professores e funcionários da Universidade Virginia Tech.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Newton &#8211; 2012</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Adan Lanza, de 20 anos, entrou armado em uma escola em Newton, Conenecticut. Ele disparou contra alunos, professores e funcionários, matando 27 pessoas, entre elas, 20 crianças. Após isso, ele cometeu suicídio. Antes do atentado, Adam já tinha matado sua mãe, em casa.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Killen &#8211; 1991</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma cafeteria na cidade de Killen, no Texas, foi invadida pela caminhonete de George Hennard, de 35 anos. Logo após entrar no local, ele disparou contra as pessoas que estavam na cafeteria. Após matar 23 pessoas, George cometeu suicídio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para entender como é grave a questão dos tiroteios no país norte-americano, basta analisar os anos em que aconteceram ataques. Listamos desde o ano de 2007: </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">2007: 1 ataque;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2009: 2 ataques;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2012: 2 ataques;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2013: 1 ataque;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2015: 1 ataque;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2016: 1 ataque;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2017: 2 ataques;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2018: mais de 7 ataques. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O que o governo dos EUA fez? </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 14 de fevereiro de 2018, um atirador abriu fogo em uma escola em Parkland, na Flórida, deixando 17 mortos. Nikola Cruz, autor confesso do massacre, afirmou que uma voz “diabólica” o mandou “queimar, matar e destruir”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após esse ataque e o de Las Vegas, o presidente norte-americano, Donald Trump, sugeriu a proibição do dispositivo conhecido como “bump stock”, permitindo os disparos de vários tiros com rapidez, sem tirar o dedo do gatilho, funcionando de maneira similar aos automáticos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O atirador que matou 59 pessoas em Las Vegas estava usando, segundo a revista Veja, este dispositivo em 12 armas usadas no massacre. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em dezembro de 2018, o governo dos EUA aprovou o pedido da proibição do “bump stock” e a lei entrou em vigor em março. Já a maior fabricante do objeto, a empresa Slide Fire Solutions, anunciou em abril de 2018, que deixaria de receber pedidos e que fecharia o seu portal na Internet. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a BBC, pesquisas apontam que os Estados Unidos lideram o ranking com maior quantidade de armas nas mãos de civis, com aproximadamente, 270 milhões de unidades, sendo que o país possui cerca de 330 milhões de habitantes. </span></p>
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<h3><b>Será que o Brasil está indo pelo mesmo caminho?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O último ataque no país foi na Escola Estadual Raul Brasil, em março de 2019. Mas não foi apenas esse.</span></p>
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<h3><b>Campinas &#8211; 2018</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Um homem de 49 anos entrou na Catedral Metropolitana de Campinas e matou a tiros quatro pessoas e feriu mais quatro. Cercado por policiais e baleado, o atirador se suicidou. O homem estava com duas armas, um revólver 38 e uma pistola, ambas com as numerações raspadas.</span></p>
<figure id="attachment_28173" aria-describedby="caption-attachment-28173" style="width: 938px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="wp-image-28173" title="Lei Armamentista - Catedral Metropolitana de Campinas foi alvo de ataque a tiros" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/1544565455_425414_1544569223_noticia_normal-300x141.jpg" alt="Lei Armamentista - Catedral Metropolitana de Campinas foi alvo de ataque a tiros" width="938" height="441" /><figcaption id="caption-attachment-28173" class="wp-caption-text">Foto: Ari Ferreira &#8211; AFP</figcaption></figure>
<h3><b>Goiânia &#8211; 2017</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Um estudante de 14 anos matou dois colegas e feriu quatro pessoas, numa escola particular de Goiânia. Os pais do jovem são policiais e ele usou a arma da mãe no ataque. Para explicar a ação, ele disse que sofria bullying. O pai disse que o filho já havia feito acompanhamento psicológico.  </span></p>
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<h3><b>Campinas &#8211; 2016</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Um homem de 46 anos invadiu uma festa de Réveillon, matou o filho de oito anos, a ex-mulher e mais dez pessoas que estavam no momento. Após isso, ele se matou. De acordo com a polícia, ele não aceitou perder a guarda do filho. </span></p>
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<h3><b>João Pessoa &#8211; 2012</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Um rapaz de 16 anos atirou em três alunas da mesma escola que ele frequentava. Ele disse à polícia que queria acertar um menino de 15 anos com quem havia discutido.</span></p>
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<h3><b>Rio de Janeiro &#8211; 2011</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O caso de Realengo se tornou um dos mais conhecidos do Brasil. Um ex aluno, de 23 anos, da Escola Municipal Tasso da Silveira entrou no local dizendo que iria buscar o histórico escolar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma das salas, abriu fogo matando 12 pessoas, sendo dez meninas e dois meninos, e feriu outras 12 pessoas. Após o ataque, ele cometeu suicídio. A polícia disse que ele portava dois revólveres calibre 38 e equipamento para recarregar rapidamente a arma.</span></p>
<figure id="attachment_28174" aria-describedby="caption-attachment-28174" style="width: 891px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="wp-image-28174" title="Lei Armamentista - Escola em Realengo constrói homenagem a vítimas do ataque" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/4481731-300x158.jpg" alt="Lei Armamentista - Escola em Realengo constrói homenagem a vítimas do ataque" width="891" height="469" /><figcaption id="caption-attachment-28174" class="wp-caption-text">Homenagem às vítimas do massacre. Foto: G1</figcaption></figure>
<h3><b>São Caetano do Sul &#8211; 2011</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Um aluno de 10 anos atirou em uma professora e depois de matou, numa escola considerada modelo de São Caetano do Sul. O menino usou a arma do pai, que é guarda civil.</span></p>
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<h3><b>Salvador &#8211; 2002 </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Um rapaz de 17 anos foi apreendido depois de matar duas colegas de sala, em um colégio na capital baiana. Segundo o Nexo Jornal, o revólver calibre 38 pertencia ao pai dele, perito criminal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns estudantes disseram que o autor dos disparos tinha se revoltado com as notas que recebeu das vítimas em uma gincana e por isso se vingou.</span></p>
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<h3><b>São Paulo &#8211; 1999 </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Um estudante de medicina do sexto ano entrou em uma sala de cinema do shopping Morumbi com uma submetralhadora 9mm, matou três pessoas e feriu quatro. Ele só parou de atirar pois foi desarmado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ele disse que tentava se livrar de vozes” que ouvia e de ‘personagens imaginários”. Em 2004, ele foi condenado a 120 anos e seis meses de prisão.</span></p>
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<h3><b>Dados do Brasil</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo o Atlas da Violência, publicado anualmente pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), entre 1980 e 2016, cerca de 910 mil pessoas foram mortas com o uso de armas de fogo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Atlas ainda diz que é “</span><i><span style="font-weight: 400;">preciso dar enfoque no controle responsável e na retirada de armas de fogo de circulação nas cidades e deve, portanto, ser objeto prioritário das políticas de segurança pública</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo o Atlas, a população brasileira começou a se armar na década de 1980, quando muitas pessoas saíram da zona rural e foram para as grandes cidades. Com isso, aconteceram algumas tensões sociais, como diz o Ipea, e o Estado simplesmente não conseguia ter um programa de segurança pública eficaz para controlar esses problemas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitas pessoas, então, começaram a se proteger por conta própria, contratando segurança privada e adquirindo armas de fogo. Em meados dos anos 80, percebeu-se uma corrida armamentista no país, que estava impulsionando diversas mortes violentas. Isso só foi parado em 2003, com o Estatuto do Desarmamento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como citado no Atlas, de acordo com Cerqueira e de Mello, se não fosse o Estatuto, os homicídios teriam crescido 12% além do observado, que em 2003 foi de, aproximadamente, 35 mil. Segundo o Atlas da Violência de 2018, apenas em 2016, foram registradas cerca de 45 mil mortes por arma de fogo no Brasil. </span></p>
<p>Isso nos faz pensar: será que a população brasileira está pronta para ter acesso mais fácil a arma?</p>
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