Diversão aliada a atividade física
Pessoas que cospem fogo, palhaços, trapezistas e muita diversão, esses são apenas alguns dos elementos que não podem faltar em um bom espetáculo de circo. Hoje em Ombrelo, vamos falar da arte circense, só que de uma forma diferente, que tem ajudado muitos adultos e crianças a se exercitar e manter a boa saúde.
Deborah Lisboa, é formada em educação física e também professora de circo. Ela desenvolve um projeto muito bacana em Juiz de Fora, que tem ajudado na prática de exercícios físicos através das diversas modalidades circenses. O Amplitud chegou na cidade com uma proposta totalmente diferente, com objetivo de tornar a atividade física mais prazerosa e atrativa no dia a dia.
Deborah também fez especialização de circo em Belo Horizonte. Para ela, circo é uma expressão artística, parte da cultura popular, que visa levar diversão e entretenimento ao público. E foi justamente pensando nisso que surgiu a ideia de criar o Amplitud. A professora tem uma sócia fisioterapeuta, que ajudou a deixar as aulas completas e com apoio de especialistas. O espaço oferece aos alunos um ambiente de cultura, atividade física e cuidados com o corpo de uma forma integral.
“Quando estava estudando educação física, via que muito dos exercícios propostos já tinham no circo de uma forma mais interativa, trazendo benefícios, como habilidades de movimentar o corpo”, conta Debora, que sempre viu o circo de uma forma mais próxima. O trabalho tem estimulado as crianças também pelo espírito familiar. A ideia é que um ajude o outro sempre visando o melhor da pessoa.
O resultado, sengundo Deborah, é muito positivo, tanto das crianças, como dos adultos. Através das atividades de circo, sempre se descobre uma modalidade em que a pessoa vai se sair melhor. Precisa de prática e muito treino para se superar. A professora conta que os exercícios também são ótimos para pessoas tímidas porque melhoram a relação com o mundo e até mesmo a auto estima. “Quando o aluno percebe que é capaz de realizar determinada atividade, em um lugar que nunca imaginou, isso é visto de forma boa. Serve de estimulo”.
Tempos difíceis para o circo
Embora enfrentem um período de crise na atualidade, os circos ainda fazem sucesso, principalmente no interior do Brasil. Deborah também trabalha em eventos recreativos como palhaça. Na opinião dela, a culpa dessa baixa de público não é das pessoas, nem dos circos. Existe outros fatores, como a falta de espaço nas grandes cidades. “Tudo hoje é estacionamento ou prédio, e os espaços que existem para alugar são muito caros e fica inviável para o circo pagar. Além disso, tem uma certa influência da falta de valorização desses profissionais”.
Circo na atualidade
Deborah trabalha com o circo contemporâneo, onde a arte vai muito além do picadeiro e chega até às ruas e praças das cidades. As atividades ganham outra cara, além de ter toda uma pesquisa e criação por trás dos trabalhos.
No Amplitud, os alunos trabalham com vários elementos do circo, que não deixam essa prática tão bonita cair no esquecimento. Além disso, eles participam de workshops com artistas circenses renomados no Brasil e no mundo, aumentando, assim, a oportunidade dos alunos se apresentarem com pessoas importante no mundo do circo.
Leia mais:
Atleta de Slackline, Guilherme Duarte conta sua trajetória no esporte
Dança e moda unidos em um grande rapaz
Descubra dicas incríveis para deixar sua festa mais interativa