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	<title>Braza &#8211; Ombrelo</title>
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	<description>Notícias e Entretenimento - Juiz de Fora</description>
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	<title>Braza &#8211; Ombrelo</title>
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		<title>Braza fala sobre tudo em entrevista exclusiva: &#8220;Nosso conceito principal é estar todo mundo satisfeito&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Daniel Furlan]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Aug 2018 03:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Braza]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Banda se apresenta em Juiz de Fora na sexta-feira Juiz de Fora vai receber novamente o Braza! A banda formada por Danilo Cutrim, Nícolas Christ, Pedro Lobo e Vítor Isensee começou em 2016, após o término do Forfun, grupo do qual Danilo, Nícolas e Vítor fizeram parte por mais de uma década. Rapidamente o Braza [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3><strong><em>Banda se apresenta em Juiz de Fora na sexta-feira</em></strong></h3>
<figure id="attachment_17424" aria-describedby="caption-attachment-17424" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="size-full wp-image-17424" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2018/08/BRAZA_MARCELFAVERY-08.jpg" alt="" width="1500" height="1000" /><figcaption id="caption-attachment-17424" class="wp-caption-text">Danilo Cutrim (guitarra e voz), Pedro Lobo (baixista), Vítor Isensee (teclado e voz) e Nícolas Christ (bateria).</figcaption></figure>
<p>Juiz de Fora vai receber novamente o Braza! A banda formada por Danilo Cutrim, Nícolas Christ, Pedro Lobo e Vítor Isensee começou em 2016, após o término do Forfun, grupo do qual Danilo, Nícolas e Vítor fizeram parte por mais de uma década. Rapidamente o Braza conseguiu conquistar muitos fãs, tanto pelas letras extremamente críticas quanto pela junção de várias peculiaridades musicais.</p>
<p>Tivemos a honra de conversar com a banda sobre novos projetos, processos de composição, Forfun, cena musical de JF e outros temas. Confira abaixo a entrevista completa com o <a href="https://www.facebook.com/onbraza/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color: #3366ff;"><strong>Braza</strong> </span></a>e já entre no clima do <span style="color: #3366ff;"><a style="color: #3366ff;" href="https://www.ombrelo.com.br/eventos/pluri-bistro-script/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>show</strong> </a></span>que promete agitar o Cultural Bar nesta sexta-feira, 31/08!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><em><strong>Entrevista com a banda Braza</strong></em></h3>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>O Braza já veio em Juiz de Fora algumas vezes, e os shows sempre foram muito elogiados pelo público. O que os fãs podem esperar de diferente para a apresentação do dia 31 de agosto?</strong></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Tocamos no Cultural Bar duas outras vezes, na turnê dos dois primeiros discos. Temos uma identificação forte com público de JF. Sempre percebemos uma interação forte, de cantar as músicas e participar do show. Um nível acima do que a média dos lugares que costumamos tocar. Não sei explicar muito bem, mas existe essa intimidade e cumplicidade entre o Braza e o público que vai aos nossos shows em Juiz de Fora. Dessa vez estamos indo pra mostrar nossas novas músicas, do EP “Liquidificador”. Lançamos este ano e estamos indo pra mostrá-las ao vivo nessa turnê de inauguração desses sons. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><span style="font-weight: 400;"><strong>As letras das músicas do Braza possuem críticas e mensagens sociais que a gente não encontram em muitas bandas do <em>mainstream</em>. Para vocês, quais são os papéis da música e dos artistas em uma sociedade?</strong> </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">São papéis variados. Como dizia Ferreira Goulart, &#8216;a arte existe porque a vida não basta&#8217;. A arte vem justamente para trazer essas coisas que não sabemos dizer ou expressar só da forma &#8220;sem arte&#8221;, digamos assim. Ela pode ter vários papéis. A gente tenta trazer a reflexão e o questionamento, por isso as letras do Braza tem críticas sociais e mensagens com cunho filosófico. Isso porque achamos que a arte também tem esse papel de inquietar o público e provocar alguma mudança no sentido evolutivo, para melhorar e olhar para dentro para se relacionar com o de fora.</span><span style="font-weight: 400;"> Mas não tem só esse papel. </span><span style="font-weight: 400;">Tem também o papel do entretenimento e o da curtição. Às vezes de simplesmente expressar amor. Não tem certo ou errado na hora de escrever. Você pode escolher o tema que for, desde que não ofenda e invada a privacidade e o bem estar do outro. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><span style="font-weight: 400;"><strong>O que é preciso ter para fugir dos clichês musicais e poéticos, que costumam ser “digeridos” mais facilmente pelo grande público, e ainda assim ter sucesso?</strong> </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa pergunta é muito interessante. Outro dia li uma tirinha da cartunista Laerte que pra mim é genial. Ela dizia: “tudo, tudo, tudo é clichê&#8221;. Mas é possível mostrar o clichê por outra ótica, por outro ponto de vista. Você consegue, de certa forma, ser clichê e fugir um pouco do clichê. É a grande busca do artista. Musicalmente e poeticamente é um exercício de provocar o público, de pensar por um outro viés. E essa provocação começa no artista com ele mesmo: como vou fazer pra dizer isso que já foi dito milhões de vezes de uma forma original? Não tem fórmula. É sentar, pegar a caneta e o violão, estudar, tentar, criar, falhar, descartar. É preciso ter sinceridade.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Como é feito o processo de criação das músicas do Braza? Vocês são muito metódicos ou deixam a liberdade criativa tomar conta completamente?</strong></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">O processo criativo do Braza é muito coletivo. Somos metódicos, de certa forma, mas temos uma liberdade grande na hora da criação. Nosso conceito principal é estar todo mundo satisfeito. Todos chegam com ideias de letras e melodias, que vamos aperfeiçoando e juntando. A gente tenta sempre ser fiel aos conceitos que a gente propôs ao Braza desde o inicio. A visceralidade, a dança, a coisa rítmica brasileira, as mesclas, tanto de vertentes da musica jamaicana quanto do Rap e do Hip-Hop, e como isso tudo conversa com a herança cultural brasileira. Então na hora de compôr pensamos sempre nesses conceitos. Mas o processo é muito fluido, acontece de varias formas. Mas precisa ter atenção, porque é fácil cair numa fórmula. É fácil querer repetir o que dá certo. A repetição pode trazer melhoramentos, mas também pode fazer com que você caia em uma monotonia.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>É muito comum encontrarmos fãs órfãos do Forfun nos shows do Braza.  Existe uma cobrança muito grande para uma reunião futura do Forfun?</strong></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">A nossa sensação hoje, nos shows e nas ruas, é que está cada vez mais claro que o Forfun é uma coisa e o Braza é outra, e que são projetos diferentes, mesmo tendo alguns dos mesmos integrantes. A cobrança acho que não temos. Temos sorte do nosso público ter uma cabeça aberta no sentido de não cobrar muita coisa e aceitar nossa liberdade artística. Claro que tem gente que fala: &#8220;se um dia forfun se reunir…”. Eu sinceramente acho que se um dia o Forfun se reunir, ótimo, mas isso não tem nada a ver e não depende do Braza. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Como vocês lidam com as comparações entre Forfun e Braza?</strong></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">É natural o público comparar. Guardadas as devidas proporções, não querendo nos comparar de forma alguma, é como alguém já deve um dia ter comparado o Nirvana com o Foo Fighters pro Dave Grohl. Mais uma vez, não querendo nos comparar a essas bandas enormes. A nossa forma de lidar com a comparação é tirar as dúvidas e esclarecer para as pessoas sobre os projetos, deixando claro que uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa. Não é uma mesma banda que mudou de nome. Uma banda é uma banda, outra banda é outra banda. Isso é perceptível na sonoridade, na proposta e nos temas, embora, claro, tenham algumas semelhanças. </span></p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-17234" src="http://ombrelofresh.test/wp-content/uploads/2018/01/maxresdefault-3.jpg" alt="" width="1920" height="1080" /></p>
<h4><strong>Juiz de Fora é uma cidade com muitas bandas autorais. Entretanto, existem poucos espaços culturais e investimentos. Como as bandas devem agir para tentar mudar um pouco esse cenário?</strong></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Juiz de Fora tem uma cena muito próspera de Rock, Reggae e Rap. É uma cidade que recebe influências diretas do Rio e de BH, dois pólos de produção de cultura. E JF tá ali, quase no meio do caminho, e de alguma forma isso favorece pra surgir uma cena original, que é perceptível. Os artistas de JF não estão querendo parecer as bandas do Rio e de BH. Eles estão preocupados em fazer um som original. Temos muitos amigos artistas da cidade, como a galera de Strike, Onze 20, os Vigilantes do Rap. A gente fica contente de ver que existe uma cena na cidade. Sobre os espaços culturais, não conhecemos tanto a realidade da cidade, mas acho que, de uma forma geral, no Brasil falta incentivo. Faltam casas de show um pouco menores para bandas que estão começando. Mas, por exemplo, o próprio Cultural em Juiz de Fora é uma casa diferenciada. Não são todas as cidades que têm uma casa com essa estrutura técnica e esse tamanho de médio porte. É um exemplo de que a cidade oferece, de alguma forma, possibilidade para as bandas. Mas, de modo geral, falta incentivo à cultura no Brasil e na América Latina.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>O Braza tem lançado um trabalho (álbum completo ou EP) por ano. Em 2019 isso vai continuar?</strong></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim, estamos nessa pegada de produzir bastante. Lançamos um trabalho por ano, e a nossa ideia é que isso continue em 2019. Com certeza vamos gravar mais, ainda não sabemos se um EP ou disco completo, mas a nossa ideia é continuar lançando uma novidade por ano. Fora os outros projetos que continuam acontecendo. Mês que vem vamos gravar um EP de três músicas em parceria com uma banda parceira nossa, a  Francisco, el Hombre. A ideia é sempre produzir material e conteúdo. Temos a pilha de sempre fazer material inédito uma vez por ano, pelo menos. Tomara que continue. Se a gente tiver saúde e grana para pagar a gravação, vai continuar acontecendo em 2019.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Uma pergunta polêmica para terminar. Qual é o melhor trabalho da banda: &#8220;Braza&#8221;, &#8220;Tijolo por Tijolo&#8221; ou &#8220;Liquidificador&#8221;?</strong></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Por ser o mais fresco e novo, &#8220;Liquidificador&#8221;. Mas gostamos de todos. Acho que isso é um bom sinal para o artista. Sempre tem aquela inquietação de querer melhorar, e é isso que move bons artistas. Mas nós temos a felicidade de olhar a breve história do Braza e estarmos amarradões em tudo que fizemos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><em><strong>Conheça as músicas do Braza:</strong></em></h3>
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