<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>dia nacional da poesia. &#8211; Ombrelo</title>
	<atom:link href="https://www.ombrelo.com.br/tag/dia-nacional-da-poesia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.ombrelo.com.br</link>
	<description>Notícias e Entretenimento - Juiz de Fora</description>
	<lastBuildDate>Wed, 31 Jul 2019 12:13:38 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-favicon-ombrelo-32x32.png</url>
	<title>dia nacional da poesia. &#8211; Ombrelo</title>
	<link>https://www.ombrelo.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Conheça os maiores poetas brasileiros e suas obras mais famosas</title>
		<link>https://www.ombrelo.com.br/cultura/conheca-os-maiores-poetas-brasileiros-e-suas-obras-mais-famosas/</link>
					<comments>https://www.ombrelo.com.br/cultura/conheca-os-maiores-poetas-brasileiros-e-suas-obras-mais-famosas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Clara Turchetti]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Oct 2018 03:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[dia nacional da poesia.]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[poeta]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://ombrelofresh.test/variedades/conheca-os-maiores-poetas-brasileiros-e-suas-obras-mais-famosas/</guid>

					<description><![CDATA[<p>Grandes nomes e muito talento Os poetas também possuem um dia dedicado a eles. Dia 31 de Outubro foi escolhido para ser comemorado o Dia Nacional da Poesia, sendo, também a data de aniversário de Carlos Drummond de Andrade. Em 2015, foi sancionada a lei que estabeleceu a data, sendo inspirada no aniversário de um dos [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.ombrelo.com.br/cultura/conheca-os-maiores-poetas-brasileiros-e-suas-obras-mais-famosas/">Conheça os maiores poetas brasileiros e suas obras mais famosas</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.ombrelo.com.br">Ombrelo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3><em>Grandes nomes e muito talento</em></h3>
<p>Os poetas também possuem um dia dedicado a eles. Dia 31 de Outubro foi escolhido para ser comemorado o Dia Nacional da Poesia, sendo, também a data de aniversário de Carlos Drummond de Andrade. Em 2015, foi sancionada a lei que estabeleceu a data, sendo inspirada no aniversário de um dos grandes nomes da poesia no Brasil.</p>
<p>Listamos os maiores poetas brasileiros e algumas de suas obras. Confira:</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Carlos Drummond de Andrade (1902 &#8211; 1987)</strong></h4>
<p><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-22296" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/drummond1-300x194.jpg" alt="" width="855" height="553" /></p>
<p>Mineiro de Itabira, Drummond faz parte do modernismo e é considerado um dos maiores poetas brasileiros do século XX. Ele escreveu crônicas, contos e claro, poesias.</p>
<h4><strong>No meio do caminho</strong></h4>
<p>No meio do caminho tinha uma pedra<br />
Tinha uma pedra no meio do caminho<br />
Tinha uma pedra<br />
No meio do caminho tinha uma pedra.<br />
Nunca me esquecerei desse acontecimento<br />
Na vida de minhas retinas tão fatigadas.<br />
Nunca me esquecerei que no meio do caminho<br />
Tinha uma pedra<br />
Tinha uma pedra no meio do caminho<br />
No meio do caminho tinha uma pedra.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Adélia Prado</strong></h4>
<p><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-22297" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Adélia-Prado2-696x418-300x180.jpg" alt="" width="858" height="515" /></p>
<p>De Divinópolis para o Brasil. Adélia Prado também é mineira e está ligada ao Modernismo. Ela é poetisa, professora, filósofa e contista.  Em 2014, Adélia foi condecorada pelo governo brasileiro com a Ordem do Mérito Cultural.</p>
<h4><strong>Com licença poética</strong></h4>
<p>Quando nasci um anjo esbelto,<br />
desses que tocam trombeta, anunciou:<br />
vai carregar bandeira.<br />
Cargo muito pesado pra mulher,<br />
esta espécie ainda envergonhada.<br />
Aceito os subterfúgios que me cabem,<br />
sem precisar mentir.<br />
Não sou feia que não possa casar,<br />
acho o Rio de Janeiro uma beleza e<br />
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.<br />
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.<br />
Inauguro linhagens, fundo reinos<br />
— dor não é amargura.<br />
Minha tristeza não tem pedigree,<br />
já a minha vontade de alegria,<br />
sua raiz vai ao meu mil avô.<br />
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.<br />
Mulher é desdobrável. Eu sou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Manuel Bandeira (1886-1968)</strong></h4>
<p><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-22298" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Poeta-Manuel-Bandeira-8-300x194.jpg" alt="" width="871" height="563" /></p>
<p>O pernambucano teve destaque na primeira fase do modernismo no Brasil. Além de poesia, escreveu também obras em prosa. Sua obra aborda temas do cotidiano e melancolia.</p>
<h4><strong>Desencanto</strong></h4>
<p>Eu faço versos como quem chora<br />
De desalento&#8230; de desencanto&#8230;<br />
Fecha o meu livro, se por agora<br />
Não tens motivo nenhum de pranto.</p>
<p>Meu verso é sangue. Volúpia ardente&#8230;<br />
Tristeza esparsa&#8230; remorso vão&#8230;<br />
Dói-me nas veias. Amargo e quente,<br />
Cai, gota a gota, do coração.</p>
<p>E nestes versos de angústia rouca<br />
Assim dos lábios a vida corre,<br />
Deixando um acre sabor na boca.</p>
<p>– Eu faço versos como quem morre.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Cecília Meireles (1901-1964)</strong></h4>
<p>Carioca, Cecília foi jornalista, pintora, poetisa e professora. Foi uma das primeiras mulheres a ter grande destaque na literatura e participou da segunda fase do modernismo no país. Como tema, Cecília usa o social, intimista e com forte influência da psicanálise.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-22299" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/img-personalidades-tijucanas-cecilia-meireles-1132x670-300x179.jpg" alt="" width="850" height="507" /></p>
<h4><strong>Motivo</strong></h4>
<p>Eu canto porque o instante existe<br />
e a minha vida está completa.<br />
Não sou alegre nem sou triste:<br />
sou poeta.</p>
<p>Irmão das coisas fugidias,<br />
não sinto gozo nem tormento.<br />
Atravesso noites e dias<br />
no vento.</p>
<p>Se desmorono ou se edifico,<br />
se permaneço ou me desfaço,<br />
— não sei, não sei. Não sei se fico<br />
ou passo.</p>
<p>Sei que canto. E a canção é tudo.<br />
Tem sangue eterno a asa ritmada.<br />
E um dia sei que estarei mudo:<br />
— mais nada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Manoel de Barros (1916-2014)</strong></h4>
<p><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-22300" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/manoel-300x169.jpg" alt="" width="857" height="483" /></p>
<p>Nascido no Mato Grosso, Manuel foi destaque da terceira fase do modernismo no Brasil, conhecida como &#8220;Geração de 45&#8221;. Ele focava assuntos como natureza e cotidiano. Manuel ganhou, em 1987, o prêmio Jabuti, um dos mais importantes do Brasil, com a obra &#8220;O guardador de águas&#8221;.</p>
<h4><strong>Os deslimites da palavra</strong></h4>
<p>Ando muito completo de vazios.<br />
Meu órgão de morrer me predomina.<br />
Estou sem eternidades.<br />
Não posso mais saber quando amanheço ontem.<br />
Está rengo de mim o amanhecer.<br />
Ouço o tamanho oblíquo de uma folha.<br />
Atrás do ocaso fervem os insetos.<br />
Enfiei o que pude dentro de um grilo o meu<br />
destino.<br />
Essas coisas me mudam para cisco.<br />
A minha independência tem algemas</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Cora Coralina (1889 &#8211; 1985)</strong></h4>
<p><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-22301" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/cora-coralina-frases-750x500-300x200.jpg" alt="" width="870" height="580" /></p>
<p>Pseudônimo de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, Cora Coralina nasceu em Goiânia. Além de poetisa, ela também escreveu contos. É considerada uma das mais importantes escritoras brasileiras e teve seu primeiro livro publicado em junho de 1965, &#8220;Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais&#8221;.</p>
<h4><strong>Aninha e suas pedras</strong></h4>
<p>Não te deixes destruir…<br />
Ajuntando novas pedras<br />
e construindo novos poemas.</p>
<p>Recria tua vida, sempre, sempre.<br />
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.</p>
<p>Faz de tua vida mesquinha<br />
um poema.<br />
E viverás no coração dos jovens<br />
e na memória das gerações que hão de vir.</p>
<p>Esta fonte é para uso de todos os sedentos.<br />
Toma a tua parte.<br />
Vem a estas páginas<br />
e não entraves seu uso<br />
aos que têm sede.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Caio Fernando Abreu (1948 &#8211; 1996)</strong></h4>
<p><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-22302" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/caio-fernando-800x445-300x167.jpg" alt="" width="925" height="515" /></p>
<p>Conhecido pela juventude atual, Caio foi jornalista, dramaturgo e escritor. Em sua obra, Caio aborda sexo, medo, morte e solidão. Ele possui uma visão dramática do mundo e é considerado um &#8220;fotógrafo da fragmentação contemporânea&#8221;.</p>
<h4><strong>Carta aos Pais</strong></h4>
<p><em>“São Paulo, 12 de agosto de 1987.</em></p>
<p>Querida mãe, querido pai,</p>
<p>Não sei mais conviver com as pessoas. Tenho medo de uma casa cheia de pais e mães e irmãos e sobrinhos e cunhados e cunhadas. Tenho vivido tão só durante tantos – quase 40 – anos. Devo estar acostumado.</p>
<p>Dormir 24 horas foi a maneira mais delicada que encontrei de não perturbar o equilíbrio de vocês – que é muito delicado. E também de não perturbar o meu próprio equilíbrio – que é tão ou mais delicado.</p>
<p>Estou me transformando aos poucos num ser humano meio viciado em solidão. E que só sabe escrever. Não sei mais falar, abraçar, dar beijos, dizer coisas aparentemente simples como “eu gosto de você”. Gosto de mim. Acho que é o destino dos escritores. E tenho pensado que, mais do que qualquer outra coisa, sou um escritor. Uma pessoa que escreve sobre a vida – como quem olha de uma janela – mas não consegue vivê-la.</p>
<p>Amo vocês como quem escreve para uma ficção: sem conseguir dizer nem mostrar isso. O que sobra é o áspero do gesto, a secura da palavra. Por trás disso, há muito amor. Amor louco – todas as pessoas são loucas, inclusive nós; amor encabulado – nós, da fronteira com a Argentina, somos especialmente encabulados. Mas amor de verdade. Perdoem o silêncio, o sono, a rispidez, a solidão. Está ficando tarde, e eu tenho medo de ter desaprendido o jeito. É muito difícil ficar adulto.</p>
<p>Amo vocês, seu filho,</p>
<p>Caio”</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>Helena Kolody (1912 &#8211; 2004)</b></h4>
<p><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-22303" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/000000104-488x336-300x207.jpg" alt="" width="862" height="595" /></p>
<p>Nascida em Curitiba, Helena se tornou uma das poetisas mais importantes do Paraná. Ela praticava, principalmente, o haicai, que é uma forma poética de origem japonesa, que tem como característica a concisão (dizer o máximo com o mínimo). Foi a primeira mulher a publicar haicais no Brasil, em 1941 e em 1993 foi homenageada pela comunidade nipônica brasileira.</p>
<h4><strong>A Lágrima (trecho)</strong></h4>
<p>Oh! Lágrima cristalina<br />
tão salgada e pequenina.<br />
Quanta dor tu não redimes!<br />
Mesmo feita de amargura,<br />
és tão sublime, tão pura,<br />
que só virtudes exprimes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Mário Quintana (1906 &#8211; 1994)</strong></h4>
<p><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-22304" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/quintana-696x365-300x157.jpg" alt="" width="850" height="445" /></p>
<p>Além de poeta, ele foi jornalista e tradutor. O gaúcho é conhecido por ser o &#8220;poeta das coisas simples&#8221;, abordando amor, tempo e natureza. É considerado um dos maiores poetas brasileiros do século XX e teve destaque na segunda fase do modernismo no Brasil.</p>
<h4><strong>Os Poemas</strong></h4>
<p>Os poemas são pássaros que chegam<br />
não se sabe de onde e pousam<br />
no livro que lês.</p>
<p>Quando fechas o livro, eles alçam voo<br />
como de um alçapão.<br />
Eles não têm pouso<br />
nem porto<br />
alimentam-se um instante em cada par de mãos<br />
e partem. E olhas, então, essas tuas mãos vazias,<br />
no maravilhado espanto de saberes<br />
que o alimento deles já estava em ti…</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Clarice Lispector (1920 &#8211; 1977)</strong></h4>
<p><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-22307" src="https://www.ombrelo.com.br/wp-content/uploads/2018/10/mi_4164941240916388-300x188.jpg" alt="" width="855" height="536" /></p>
<p>Nascida na Ucrânia, chegou ao Brasil em 1922. Romances, contos e ensaios são os fortes de Clarice, que é considerada uma das escritoras brasileiras mais importantes do século XX. Cenas cotidianas simples e tramas psicológicas são comuns em suas obras.</p>
<h4><strong>O sonho</strong></h4>
<p>Sonhe com aquilo que você quer ser,<br />
porque você possui apenas uma vida<br />
e nela só se tem uma chance<br />
de fazer aquilo que quer.</p>
<p>Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.<br />
Dificuldades para fazê-la forte.<br />
Tristeza para fazê-la humana.<br />
E esperança suficiente para fazê-la feliz.</p>
<p>As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas.<br />
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades<br />
que aparecem em seus caminhos.</p>
<p>A felicidade aparece para aqueles que choram.<br />
Para aqueles que se machucam<br />
Para aqueles que buscam e tentam sempre.<br />
E para aqueles que reconhecem<br />
a importância das pessoas que passaram por suas vidas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>[vejatambem]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.ombrelo.com.br/cultura/conheca-os-maiores-poetas-brasileiros-e-suas-obras-mais-famosas/">Conheça os maiores poetas brasileiros e suas obras mais famosas</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.ombrelo.com.br">Ombrelo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ombrelo.com.br/cultura/conheca-os-maiores-poetas-brasileiros-e-suas-obras-mais-famosas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
