7 compositores brasileiros das antigas que deixaram saudades

26 jan | 4 minutos de leitura

Hoje em dia, tornam-se cada vez mais raros os momentos em que paramos nossas corridas rotinas para apreciar a riquíssima história da música brasileira. Portanto, aqui está uma oportunidade. Pare o que estiver fazendo e relembre esses nomes gigantes, cruciais para a formação da nossa cultura enquanto país. Separamos sete compositores brasileiros de quem ainda sentimos saudades para que você relembre ou conheça.

 

Chiquinha Gonzaga

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Foto: Acervo Chiquinha Gonzaga / Instituto Moreira Salles / Sbat.

Afilhada do Duque de Caxias, filha de um general e de uma mulher negra de origem humilde. Militou pelos fins da escravidão e da monarquia. Além de compositora, foi pianista e maestrina. Fez a primeira marchinha carnavalesca com letra, a conhecidíssima “Ô Abre Alas”, em 1899. Também entrou para a história como a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil. O Dia Nacional da Música Brasileira é comemorado em seu aniversário. Pouca história, né?

Nascimento: 17 de outubro de 1847

Falecimento: 28 de fevereiro de 1935

 

 

Noel Rosa

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Assim como Chiquinha, O Poeta da Vila é um dos maiores artistas da história do nosso país. E conseguiu essa grandeza vivendo apenas 27 anos, tendo morrido de tuberculose causada pela boemia. Noel foi um dos principais responsáveis pela popularização do samba e por sua penetração no rádio. Aprendeu a tocar bandolim de ouvido e também tocava violão, além de cantar.

Nascimento: 11 de dezembro de 1910

Falecimento: 04 de maio de 1937

 

 

Heitor Villa-Lobos

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Villa-Lobos ganhou uma viola adaptada para violoncelo do pai, também músico, quando ainda criança. Acabou gostando demais da coisa e não seguindo o sonho da mãe de se tornar médico. Que bom! Porque, como atuante do modernismo brasileiro, conseguiu romper vários padrões da musicalidade acadêmica vigente no país naquela época, início do século XX, e criar um estilo totalmente novo e revolucionário. Utilizava em suas obras elementos clássicos europeus mesclados à brasilidade, como sons da mata, de indígenas, sambas e choros, por exemplo.

Nascimento: 5 de março de 1887

Falecimento: 17 de novembro de 1959

 

 

Pixinguinha

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Mais um dos grandes compositores brasileiros que contribuíram muito para a história do choro. Seu pai, flautista e funcionário dos Correios, tinha grande coleção de partituras do gênero. Assim, como alguns de seus irmãos, aprendeu música em casa, se tornando maestro, flautista e saxofonista, além de compositor. Algumas de suas composições mais famosas foram criticadas por terem influências do jazz. Mas, com o passar dos anos, reconheceu-se que Pixinguinha era um homem à frente de seu tempo.

Nascimento: 23 de abril de 1897

Falecimento: 17 de fevereiro de 1973

 

 

Maysa

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Assim como Chiquinha Gonzaga, exalava atitude e personalidade, tendo hábitos que não eram vistos como “normais” para mulheres em sua época: fumava, bebia, usava cabelo curto e calças. Sonhava em ser cantora desde criança. Suas letras de músicas e poemas eram marcados pelo romantismo, e sua voz tinha elementos de melancolia e tristeza, se tornando um símbolo do samba-canção. Chegou a participar também de novelas e teatros, como atriz.

Nascimento: 6 de junho de 1936

Falecimento: 22 de janeiro de 1977

 

Cartola

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Foto: divulgação.

Simplesmente, considerado por muitos críticos como o maior sambista de todos os tempos. Precisa falar mais nada, né? Mas a gente fala! Cartola foi mais um que aprendeu a tocar com seu pai, cavaquinho e violão. A família passava por dificuldades financeiras e se mudou das Laranjeiras, na zona sul do Rio de Janeiro, para a nascente favela da Mangueira. Por lá, fez amizades e conheceu a boemia e o samba. Vivia da música, mas fazia trabalhos esporádicos como servente em obras, onde usava um chapéu-coco para proteger a cabeça e ganhou dos colegas o apelido que acabaria ficando mais conhecido que o nome Angenor de Oliveira. Mais tarde, participou da criação da Estação Primeira de Mangueira e fez seu primeiro samba, Chega de Demanda. O sucesso, sucesso mesmo, só chegou quando Cartola já era mais velho. Hoje, é uma verdadeira lenda.

Nascimento: 11 de outubro de 1908

Falecimento: 30 de novembro de 1980

 

Vinicius de Moraes

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Vinicius representa tanto que é até difícil escrever sobre ele em tão poucos caracteres.

Filho de artistas amadores, desde cedo já pendia para esse lado. Mas também estudou Direito. Foi compositor, cantor, poeta, dramaturgo, escritor e teve carreira de muito sucesso na diplomacia. Sua carreira musical começou a deslanchar na década de 1950, quando conheceu o grande parceiro Tom Jobim, e explodiu na seguinte, 1960. Em 1968, foi aposentado da carreira diplomática compulsoriamente, quando o regime militar emitiu o AI-5. Vinicius estava em Portugal naquela oportunidade, fazendo uma série de espetáculos.

Nascimento: 19 de outubro de 1913

Falecimento: 9 de julho de 1980

 

 

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