TAG: conheça a trajetória de Alok, atração da Festa Country 2018
Por Renata Monteiro
DJ toca em JF neste fim de semana
Já dizia o velho ditado: filho de peixe, peixinho é. O caso de Alok é bem assim. Filho de pai e mãe DJs – conhecidos como Ekanta e Swarup, pioneiros da cena trance no Brasil – ele não tinha como fugir dessa profissão e, hoje, é considerado um dos artistas da música eletrônica mais importantes do mundo e que arrasta multidões para as pistas de danças internacionais e do Brasil. Inclusive as de Juiz de Fora.
É que o cara vem à cidade para ser uma das atrações da Festa Country deste ano, com a promessa de – claro! – agitar o Parque de Exposições, dia 19 de maio.
Para você que marcará presença na festa, um aviso: não faltarão o tunts tunts de Never Let me Go e o famoso assobio de Hear me Now que sairão da poderosa picape que acompanha Alok desde o início de sua carreira.
O começo
Alok Achkar Peres Petrillo, natural de Goiânia (GO), começou a carreira de DJ aos 12 anos junto ao seu irmão gêmeo, Bhaskar, com quem lançou o projeto Lógica, além de um álbum autoral de trance e percorreu, pelo menos, dezenove países fazendo shows.

Antes de iniciar a carreira solo, em 2010, o DJ decidiu trancar a faculdade de Relações Internacionais para fazer um curso de especialização de discotecagem em Londres. Por lá, Alok vivenciou uma experiência bem diferente de sua profissão: ralou atrás de balcão de um pub e deu aquela suada na camisa com a vassoura na mão, varrendo as bingas de cigarro que – bem mal educamente – eram jogadas no chão durante a balada.
Dureza que chama, né? Mas, para sobreviver na terra de Rainha Elizabeth, esse trampo era necessário.
De volta ao Brasil, Alok decidiu por seguir a carreira solo. Foi a partir desse momento que o DJ mudou seu estilo de trance para house music e tornou-se o pioneiro do chamado “brazilian bass” – meio que um sub-gênero da house music.

Seis anos depois (2016), o goianiense fechou contrato com a gravadora Spinnin Records, o que culminou no lançamento do sucesso “Hear Me Now”, com a participação de Bruno Martini e o vocal de Zeeba (pasmem, ele também é brasileiro!).
Pronto! A carreira e a fama internacionais estavam seladas, com a música entrando em paradas de vários países.
Mas, se você pensa que é só de fama, sucesso e – por consequência – dinheiro que vive Alok, enganou-se bonitinho. O cara também se doa na caridade e fraternidade para ajudar os que carecem de uma vida digna em um lugares carentes de atenção como, por exemplo, a África.
Fraternidade sem fronteiras
É uma ONG que atua na implantação de centros de acolhimento em locais onde “a fome, a miséria e o desamparo fazem todos os dias novas vítimas inocentes”.
A FSF foi fundada em 2009 em Campo Grande (MS), com diversas sedes em regiões do Brasil e por inúmeros países, como Suíça, Estados Unidos, Alemanha, Áustria, Finlândia, Noruega, Dinamarca, Reino Unido e Emirados Árabes.
Os trabalhos começaram na África, mas, atualmente, contam com 26 Centros de Acolhimento, entre Moçambique e Madagascar, que ajudam aproximadamente 12 mil crianças, sendo 9 mil órfãs. “O amparo a esses garotos e a essas garotas (e, ainda, jovens e idosos das aldeias) se dá por meio do apadrinhamento feito por voluntários no Brasil e em várias partes do mundo”, é o que explica o texto do site fraternidadesemfronteiras.org.br.
O projeto já recebeu o Prêmio Você e a Paz, em 2016, na categoria “Instituição que Realiza”.
A fraternidade e caridade talvez tenham sido, inclusive, dois dos sentimentos que moveram Alok a lançar seu último single. O novo trabalho surgiu da combinação entre a vontade do artista em ajudar uma pessoa e reflexões sobre de que é feita a vida.
“Ocean”
O mês de abril deste ano foi marcado pelo lançamento não só de uma inédita música com clipe, mas também de mais uma iniciativa social.
A ideia de “Ocean” surgiu de uma história real: uma fã de Alok com câncer em estágio terminal tinha desejos de conhecer o DJ e o mar. Entretanto, a menina foi vencida pela doença e morreu antes mesmo de realizar seus sonhos.
A partir daí, Alok deu início a momentos de reflexão sobre a vida, o que resultou na inspiração para a história do novo trabalho, o qual conta com a participação dos atores Rodrigo Santoro e Genésio de Barros, além das atrizes Maria Manoella e Marina Ruy Barbosa.
Além da música, o Dj assina o roteiro da produção audiovisual. E, como a caridade e fraternidade são valores e essências de vida para Alok, parte da renda dos royalties do single e do clipe será repassada a instituições nacionais que atendem crianças e jovens com câncer.
Veja como ficou o vídeo: