Veja entrevista com a banda juiz-forana Visco, que comemora 200 shows na carreira

24 maio | 4 minutos de leitura

Celebração será realizada no Bar da Fábrica

Há quase dez anos na estrada, a banda Visco é uma das grandes referências do Rock juiz-forano. Presença garantida em eventos do estilo, o grupo comemora nesta semana a marca de 200 shows, um número admirável e que merece ser celebrado. Por conta disso, a Visco irá se apresentar no Bar da Fábrica neste sábado, 26, em uma noite que terá também a presença da Sound Bullet, banda carioca que já tem show marcado até em Portugal, especificamente no NOS Alive, um dos maiores festivais de música do verão europeu.

Nós de Ombrelo também estamos orgulhos dessa grande banda da nossa cidade, e resolvemos bater um papo os membros Daniel Marques. Jean Michel, Roney Gonçalves e Michel Pedretti. Confira abaixo e não deixe de se juntar à Visco no sábado!

 

A Visco está chegando à marca de 200 shows. Qual é o significado disso para vocês?

Para nós, que somos uma banda independente, essa marca é muito importante, sobretudo por mantermos a formação original nesses mais de nove anos. Representa anos de dedicação e sacrifícios por um objetivo em comum, por acreditar em um sonho coletivo. Estamos muito felizes e realizados.

 

Desses 200, qual foi o mais marcante?

Muito difícil escolher um único show. Tivemos vários que foram importantes para cada integrante e de formas específicas. Porém, acredito que o show de lançamento do nosso primeiro disco, “Visco Um” (2012), tenha sido o momento mais significativo para a banda.

 

E o mais frustrante?

Da mesma forma, cada integrante provavelmente teve sua frustração pessoal e específica com algum show em particular. Mas acredito que, de modo geral, encaramos cada show de maneira profissional e com muita alegria e vibração. É claro que alguns imprevistos nos chateiam, como chuva em shows abertos e eventuais problemas inesperados no equipamento.

 

Quais músicas não podem faltar em um show da Visco?

Nossas canções principais, as músicas que os fãs mais gostam e também se identificam mais, como “Pra Variar”, “Só Ela” e “Tão Longe”. “Inverno” também tem um papel importante pois ficou um bom tempo nas rádios aqui da cidade.

Vocês sempre tiveram um cuidado muito grande com os clipes, que sempre chamam a atenção pelo visual e pelas narrativas. O videoclipe ainda tem muita importância nos dias hoje?

Sim. Acreditamos que o apelo visual é de extrema importância para conseguirmos dizer o que queremos com o nosso trabalho. Os vídeos são aliados muito importantes nesse processo e nos ajudam a explorar outros cenários e narrativas.

 

Qual é o favorito?

“Superficial”. Foi um trabalho extremamente minucioso e bem feito que fizemos com o pessoal da Old Man Filmes. Uma equipe sensacional e o resultado nos agradou bastante. Também nos orgulhou muito quando dois meses após o seu lançamento ele entrou na programação do canal Multishow.

 

Critica-se muito o cenário do Rock em Juiz de Fora, seja por falta de apoio ou pelo número reduzido de casas de show. A situação é realmente crítica?

Não vemos dessa maneira. Sempre haverá espaço para o talento, e Juiz de Fora é referência em arte e cultura, tanto em espaços para shows quanto em leis de incentivo, como a importantíssima Lei Murilo Mendes. Existe muita produção musical na cidade e oportunidade para apresentações. Obviamente que uma melhora nas estruturas e incentivos contribuiria para um maior crescimento. Ainda assim, muitas bandas de fora que trazemos para tocar por aqui com a gente, inclusive vindas de capitais e cidades maiores, elogiam bastante a nossa cena e estrutura local.

 

Pela pegada musical e pelos setlists de shows, vocês têm muitos artistas como referências. Se pudessem escolher uma banda ou um músico para tocar junto, quem escolheriam (lembrando que vale sonhar alto)?

A resposta é bem pessoal, e a variedade de bandas e artistas que nos inspiram é bem vasta, mas se eu (o vocalista Daniel) fosse escolher um apenas, seria Frank Sinatra. Entre os vivos, duas bandas em especial sempre foram muito importantes como influência para nós: Pearl Jam e Kings Of Leon. Inclusive, até os nossos dois primeiros anos de atividade (2011), mantivemos anualmente shows-tributos a esses dois grupos.

 

Quais são os próximos planos da Visco? Teremos um ViscoDois?

A festa deste sábado (26) no Bar da Fábrica, além de comemorar os 200 shows da banda, encerra um período. Entraremos em produção do próximo disco agora no segundo semestre. Estamos muito focados e motivados com essa nova fase da banda, mais madura e explorando caminhos novos. Vem muita coisa nova e boa por aí!