Legião Urbana em Juiz de Fora: confira o rápido bate-papo com Dado Villa-Lobos
Por Renata Monteiro
Confira a entrevista do músico para o TAG
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Neste sábado, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, integrantes da formação original da Legião Urbana, se apresentam no Capitólio. Os músicos estão de volta aos palcos de todo o Brasil para comemorar o lançamento dos discos “Dois” e “Que País é Este”.
O projeto conta com os vocais de André Frateschi, guitarra e violão de Lucas Vasconcellos, teclados e programações de Roberto Pollo e o baixo de Mauro Berman, que também assina a direção musical do show. Dentre as canções que fazem parte desses dois álbuns estão sucessos como “Tempo Perdido”, “Que País é Este”, “Eduardo e Mônica”, “Indíos” e “Faroeste Caboclo”.
Para falar sobre essa fase e o show, que comemora os 30 anos dos dois álbuns do Legião, conversamos um pouco por telefone com Dado Villa-Lobos.
Entrevista Dado Villa-Lobos
Esse álbuns completaram 30 anos de lançamento, e as canções, além de terem se tornado clássicos, também continuam atuais. Como vocês percebem esse alinhamento das músicas de vocês com a vivência do cotidiano?
Dado Villa-Lobos: É um sonho da adolescência, quando a gente monta uma banda de rock e espera acabar transformando as pessoas a sua volta. De repente, o país todo está cantando sua música e vivendo aquilo. É a universalidade das canções, para nunca mais sair da cabeça das pessoas. O pensamento é esse: estamos vivendo o nosso grande sonho que não acabou!
Já escutei vocês falando sobre a aflição e a síndrome do segundo Disco, que é o caso do disco “DOIS”. Como foi o processo até a gravação?
Isso foi uma loucura do Renato (Russo)! Ele era um maníaco, um perfeccionista, lia muito sobre o rock’n’roll e os grandes artistas, e pensava nessa síndrome do segundo disco, pelo fato de a gente ter se dado bem com o primeiro. Então ficou com aquele desafio de cumprir com aquela promessa do que foi o primeiro. Aí nós começamos a pensar sobre essa questão do segundo disco, fizemos canções novas e resgates de temas antigos. Ficamos uns dois meses no estúdio e acabaram saindo canções como “Quase sem querer”, “Daniel na cova dos leões”, “Eduardo e Mônica”, fechando com “Quem me dera ao menos uma vez”. A gente planejou muito. É um processo tão bacana dentro de uma banda o pensar nessas coisas e criar e produzir canções como foram as que feitas. A gente tem que fazer o melhor sempre para gente. Isso vai contaminando e contagiando o público.
Sobre os arranjos musicais, serão mantidos, para a alegria dos fãs?
Claro! A premissa é sempre essa. Até porque eu não sei tocar de outro jeito, né? (risos). Então a banda está tocando os arranjos originais. É claro que é uma versão ao vivo e tende a ser mais visceral, com mais energia, uma catarse musical.
Para encerrar, deixe seu convite para o show de amanhã, lá no Capitólio?
(O áudio ficou com ruídos, uma vez que a entrevista ao vivo foi realizada por telefone celular).
Para fazer aquele esquenta para o showzaço que promete neste sábado, separamos os maiores sucessos do Legião Urbana. Dá o play e já vai soltando o gogó para amanhã.
Será
Que país é esse?
Pais e Filhos
Tempo Perdido
Faroeste Caboclo
Índios